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Protesto em Nova York contra política de separação de crianças dos pais
Política de separação de crianças dos pais causou vários protestos nos EUAFoto: picture-alliance/dpa/Pacific Press/G. Holtermann-Gorden
Leis e Justiça

EUA não reúnem 700 crianças imigrantes a seus pais

27 de julho de 2018

Pouco antes de encerrar prazo para união de famílias separadas na fronteira com o México, governo americano afirma que entregou 1.800 crianças, mas centenas continuam longe de seus pais.

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O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira (26/07) que entregou a familiares mais de 1.800 crianças entre 5 e 18 anos que foram separadas de seus pais na fronteira com o México.

O anúncio foi feito poucas horas antes do fim do prazo dado por juiz à administração do presidente Donald Trump para união das 2.500 crianças que foram afetadas pela política de tolerância zero com migrantes.

De acordo com o governo, 1.442 crianças foram entregues aos pais que estavam em centros de detenção, outras 378 foram devolvidos a familiares e pais que não estavam sob custódia. Outros 711 menores não estariam elegíveis por diversos motivos. Destes, em mais de 400 casos, os pais já não estão mais nos EUA.

Ativistas de direitos humanos disseram que alguns imigrantes podem ter sido coagidos ou enganados para voltar para seus países de origem, acreditando que essa seria a única maneira de rever seus filhos. Autoridades negam essa acusação e alegam que todos os detidos foram informados sobre seus direitos.

A política de tolerância zero com migrantes ilegais levou à separação de cerca de 2.500 crianças de seus familiares na fronteira do país com o México entre 5 de maio e 9 de junho.

Anunciada em abril pelo procurador-geral Jeff Sessions, a medida previa que todos aqueles que tentassem cruzar ilegalmente a fronteira em direção aos EUA, inclusive requerentes de refúgio, fossem indiciados. A política resultou na separação das crianças, que não foram alvo de uma acusação criminal, dos adultos, sem que houvesse procedimentos claros para a reunificação entre os familiares. 

A medida gerou indignação nos Estados Unidos e no exterior. Diante da enxurrada de críticas, Trump assinou em junho uma ordem executiva para impedir que crianças fossem separadas de seus familiares na fronteira com o México.

Poucos dias depois, o juiz Dana Sabraw, de San Diego, ordenou que o governo reunisse as crianças que já haviam sido separadas até o fim desta quinta-feira. O magistrado chegou a criticar alguns aspectos do processo de reunificação adotado pela administração Trump, porém, nos últimos dias elogiou os esforços governamentais.

CN/efe/rtr/ap

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