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Por que a fascinação por vampiros é imortal?

3 de novembro de 2022

Entre os motivos pelos quais as histórias de vampiros continuam icônicas até hoje: apelo erótico e a reinvenção do Drácula como estrela de cinema. Veja uma retrospectiva com os principais filmes.

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Histórias sobre vampiros já existiam antes do lançamento de Drácula, em 1897. No século 17, principalmente no sul e leste da Europa, muitas pessoas acreditavam na existência de sugadores de sangue. Na época, o Papa Bento XIV chegou a declarar que os vampiros seriam "invenções falaciosas da imaginação humana".

No início do século 18, vampiros começaram a protagonizar romances na Europa Ocidental. Como O Vampiro, de John Polidori, atribuído inicialmente ao poeta britânico Lord Byron. Segundo a professora de literatura Claire Nally, Bram Stoker se inspirou nesses escritos anteriores. "Há tantos romances de vampiros. O de Polidori é anterior ao romance de Stoker, e também temos a obra Carmilla, de Sheridan Lefanu. Carmilla é realmente interessante porque é uma vampira lésbica, mesmo que isso tenha sido descrito de forma bastante codificada para a época. E se conecta com a frequente temática queer que se tende a encontrar em textos góticos. As histórias góticas lidam com o subconsciente e, portanto, com tabus."

O escritor irlandês Bram Stoker teve a ideia para sua famosa obra Drácula durante umas férias em Whitby, na década de 1890. Hoje, a cidade virou local de peregrinação para fãs do gênero. Mas por que as histórias do Drácula e de vampiros no geral ainda são tão icônicas? Veja no vídeo do Camarote.21