População do Brasil chega a 207,6 milhões | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 30.08.2017
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Brasil

População do Brasil chega a 207,6 milhões

Aumento de 0,77% é menor do que o registrado no ano anterior pelo IBGE e mantém tendência de desaceleração no crescimento da população. Distrito Federal apresenta maior taxa de expansão populacional.

Foliões no Carnaval de São Paulo

São Paulo, onde este grupo de foliões festeja o Carnaval, é a cidade mais populosa

A população do Brasil chegou a 207,6 milhões de habitantes em julho de 2017, segundo a projeção divulgada nesta quarta-feira (30/08) pelo IBGE. O aumento em relação a 2016 foi de 0,77%.

O cálculo mostra que o crescimento da população no país continua desacelerando. Em 2016, com 206 milhões de habitantes, a expansão fora de 0,8% em relação ao ano de 2015.

A responsável pela pesquisa, Isabel Marri, afirmou que a diminuição da taxa populacional nos municípios é uma tendência registrada nos últimos anos e decorre das reduções da fecundidade e da migração.

O crescimento populacional variou entre os estados. Enquanto São Paulo cresceu 0,77% no último ano e Minas Gerais, 0,58%, o Rio de Janeiro, que enfrenta uma grave crise econômica e de segurança, só se expandiu 0,32%, um dos menores índices do país.

Os três estados continuam sendo os mais povoados, ficando São Paulo em primeiro lugar, com 45,1 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais, com 21,1 milhões, e Rio de Janeiro, com 16,7 milhões.

O maior índice de expansão foi registrado no Distrito Federal, onde a população passou de 2,98 milhões em 2016 para 3,04 milhões em 2017, um crescimento de 2,09%.

Os estados menos povoados estão na Região Norte: Acre (829 mil habitantes), Amapá (797 mil) e Roraima (522 mil).

A projeção revelou ainda que 24,7% dos municípios brasileiros perderam habitantes. O grupo de municípios com até 20 mil habitantes foi o que apresentou a maior proporção entre os que tiveram redução populacional (32,5%). As maiores taxas negativas foram registradas na Região Sul.

"Os municípios menores tendem a perder população para os com maior dinamismo econômico. Por isso temos poucas cidades com muitos habitantes e muitas cidades com poucos habitantes", afirmou Marri.

Em mais da metade dos municípios (53,6%), as taxas de crescimento populacional foram inferiores a 1%, e, em 258 municípios (4,6% do total), o crescimento foi igual ou superior a 2%. Nas regiões Norte e o Centro-Oeste estão as maiores proporções de cidades com taxas de crescimento acima de 1%.

População concentrada

A projeção mostrou ainda que 56,5% da população brasileira vive em 5,6% dos 5.570 municípios do país. As 42 cidades com mais de 500 mil habitantes concentram 30,2% da população. A população ultrapassa 1 milhão de habitantes em apenas 17 muncípios.

A cidade mais povoada continua sendo São Paulo, com 12,1 milhões de habitantes, seguida por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Brasília (3 milhões), Salvador (2,9 milhões), Fortaleza (2,6 milhões), Belo Horizonte (2,5 milhões), Manaus (2,1 milhões), Curitiba (1,9 milhão), Recife (1,6 milhão) e Porto Alegre (1,4 milhão).

A maior parte dos municípios do país, 68,3%, tem menos de 20 mil habitantes e concentra 15,5% da população nacional (32,2 milhões). As cidades menos povoadas são Serra da Saudade, em Minas Gerais, cuja população é de 812 habitantes, seguido por Borá, em São Paulo, com 839 habitantes, e Araguainha, Mato Grosso, com 931. As três são as únicas do Brasil com menos de mil habitantes.

CN/efe/abr/ots

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