Polícia do Capitólio teme novo ataque e reforça segurança | Notícias internacionais e análises | DW | 04.03.2021

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Estados Unidos

Polícia do Capitólio teme novo ataque e reforça segurança

Informações dos serviços secretos indicam que milícia estaria planejando ataque por acreditar que 4 de março é data do retorno de Trump ao poder. Crença teria ligação com teoria da conspiração QAnon.

Capitólio, em Washington, cercado por cerca com arame farpado no topo

Funcionários do Capitólio passam por reforço na segurança do local

A segurança do Capitólio, em Washington, foi reforçada nesta quarta-feira (03/03) devido a um possível plano de uma milícia para atacar novamente o local.

Pelo mesmo motivo, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos cancelou a sessão prevista para esta quinta-feira. O Senado, porém, deverá se reunir.

Os serviços secretos afirmaram ter recolhido informações sobre um possível ataque de uma milícia ao Capitólio nesta quinta-feira. A polícia do Capitólio afirmou que leva as informações a sério e que identificou a milícia, sem nomeá-la.

O plano parece ter relação com a teoria da conspiração QAnon. Seguidores dela acreditam que 4 de março é o dia em que o ex-presidente Donald Trump vai retornar ao poder nos Estados Unidos para reiniciar sua cruzada contra os inimigos do país. Eles se aferram a essa data porque, até 1933, os presidentes americanos eram empossados em 4 de março.

Ouvir o áudio 04:52

Boletim de Notícias (04/03/21)

Mas muitos grupos ligados à QAnon alertaram seus seguidores nas redes sociais para não participarem de nenhuma ação em 4 de março, afirmando que se trata de uma armadilha para apoiadores de Trump. Aparentemente, a tese em torno do 4 de março não é unânime entre seguidores da QAnon.

Agentes de segurança relataram à agência de notícias AP que autoridades identificaram chats online em que membros da milícia antigovernamental Three Percenters debatem possíveis ataques ao Capitólio nesta quinta-feira.

Integrantes do Three Percenters estavam entre os extremistas que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro. Na época, a polícia do Capitólio foi duramente criticada pela invasão, na qual cinco pessoas morreram e centenas ficaram feridas.

A crítica é de que a polícia do Capitólio estava mal-preparada para lidar com a massa de apoiadores de Trump, alguns deles armados, que invadiu o Congresso. Além disso, passaram-se horas até reforços da Guarda Nacional chegarem.

Desta vez, a polícia do Capitólio indicou que não quer dar chance ao azar. Uma cerca com arame farpado no topo foi colocado em torno do prédio, e a segurança foi reforçada.

as/lf (AP, Lusa, AFP)

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