Polícia alemã detém quarto suspeito em caso de ataques neonazistas | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 29.11.2011
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Alemanha

Polícia alemã detém quarto suspeito em caso de ataques neonazistas

Homem de 36 anos detido no Leste Alemão é acusado de colaborar com a célula neonazista de Zwickau, a qual são atribuídos dez assassinatos, roubos e pelo menos um ataque à bomba.

ARCHIV - Der frühere NPD-Funktionär Ralf Wohlleben (M.) flankiert von Polizisten, aufgenommen am 18.08.2007 während einer NPD-Demonstration in Jena. Mit Wohlleben ist am Dienstagmorgen (29.11.2011) ein weiterer mutmaßlicher Neonazi-Terrorist festgenommen worden. Er sei dringend verdächtig, die Gruppe «Nationalsozialistischer Untergrund» (NSU) unterstützt zu haben, teilte die Bundesanwaltschaft in Karlsruhe mit. Ihm wird Beihilfe zu sechs Morden und einem versuchten Mord vorgeworfen. Der 36 Jahre alte Deutsche soll seit 1995 in rechtsextremistischen Kreisen in Thüringen aktiv gewesen sein; seit den 90er Jahren soll er in engem Kontakt mit den drei NSU-Mitgliedern gestanden haben. Foto: Martin Schutt dpa/lth (zu dpa 0250 am 29.11.2011) +++(c) dpa - Bildfunk+++

Ralf W. foi por anos membro do controverso partido NPD

A polícia alemã prendeu mais um suspeito de colaborar com a célula neonazista a que são atribuídos dez assassinatos, roubos diversos e pelo menos um ataque à bomba, informou nesta terça-feira (29/11) a Procuradoria Geral em Karlsruhe.

Com a prisão, sobe para quatro o número de pessoas detidas por envolvimento em atividades do grupo terrorista neonazista Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU, na sigla em alemão). A descoberta da organização, no início deste mês, chocou a Alemanha.

Ralf W., de 36 anos, foi preso na cidade de Jena, no estado da Turíngia, leste da Alemanha. Ele até agora vinha negando qualquer tipo de colaboração com o grupo de ultradireita, considerado autor dos assassinatos de oito turcos, um grego e uma policial entre os anos de 2000 e 2007.

Die Kombo zeigt alte Fahndungsfotos der Polizei von Uwe B. und Uwe M. (Fahndungsfoto der Polizei aus dem Jahre 1998). Für die Morde an einer Polizistin in Heilbronn sowie an acht Türken und einem Griechen ist nach Einschätzung der Bundesanwaltschaft ein aus Thüringen stammendes rechtsextremes Trio verantwortlich, dem Uwe B. und Uwe M. angehörten. Foto: Ostthüringer Zeitung dpa Ein von der Polizeidirektion Suedwestsachsen am Dienstag (08.11.11) herausgegebenes Fahndungsfoto zeigt die 36-jaehrige Beate Zschaepe. Bei den Ermittlungen zum Polizistenmord in Heilbronn im Zusammenhang mit einem Bankraub und einem explodierten Haus wird nach Angaben der Staatsanwaltschaft Zwickau intensiv nach der 36-Jaehrigen gefahndet. Viereinhalb Jahre nach dem Mord an einer Polizistin in Heilbronn hatte die Polizei die geraubten Dienstpistolen in Thueringen gefunden. (zu dapd-Text) Foto: Polizeidirektion Suedwestsachsen/dapd

Mundlos, Zschäpe e Böhnhardt: trio era núcleo do grupo

Trio de Zwickau

A célula principal do NSU era um trio, descoberto no início deste mês, quando dois de seus membros, Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt, foram encontrados mortos em um trailer em chamas no início de novembro. A terceira integrante, Beate Zschäpe, se entregou à polícia depois de explodir o apartamento compartilhado pelos três em Zwickau, também na Turíngia.

Investigadores encontraram no trailer e no apartamento provas dos crimes em que estavam envolvidos e que permaneciam até então sem solução.

Dirigente do NPD

Ralf W. foi durante anos dirigente do Partido Nacional Democrático (NPD), controverso partido de extrema-direita cuja tentativa de proibição fracassou perante a Suprema Corte Constitucional alemã em 2003. Ele ingressou no partido em 1999.

Segundo porta-vozes da Procuradoria, Ralf W. é considerado “altamente suspeito” de ter colaborado com o grupo terrorista, sendo acusado de cumplicidade em seis assassinatos e uma tentativa de homicídio. Entre 2001 e 2002, ele teria fornecido uma arma e munição ao trio de Zwickau.

O suspeito teria contato com o trio desde os anos 90. Segundo a Procuradoria-Geral, ele teria conhecimento dos crimes cometidos e também apoiado financeiramente o grupo de Zwickau.

MD/dpa/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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