Planalto reconhece representante de Guaidó no Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 11.02.2019
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Brasil

Planalto reconhece representante de Guaidó no Brasil

María Teresa Belandria assume cargo de embaixadora do governo interino de Juan Guaidó. Brasil também deu sinal verde para instalação de centro de distribuição de ajuda humanitária em Roraima. 

Venezuela María Teresa Belandria (Nieves C. Pérez)

María Teresa Belandria se reuniu nesta segunda-feira com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo

O governo de Jair Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira (11/02) a representante do autoproclamado governo interino da Venezuela, María Teresa Belandria, como embaixadora oficial do país vizinho. Belandria foi indicada para o posto pelo líder oposicionista Juan Guaidó, que já foi reconhecido pelos EUA, Brasil e uma série de países europeus e sul-americanos como presidente interino da Venezuela.

O cargo de embaixador da Venezuela no Brasil estava vago desde o fim de 2017, quando o regime de Nicolás Maduro expulsou o representante diplomático brasileiro de Caracas. Em resposta, Brasília também expulsou o encarregado diplomático venezuelano.

Além de reconhecer Belandria, o governo brasileiro autorizou a instalação de um centro de distribuição de ajuda humanitária no estado de Roraima, na fronteira entre os dois países. O anúncio foi feito após um encontro em Brasília entre Belandria, representantes venezuelanos e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

"O governo brasileiro vai se fazer presente não apenas com o centro de ajuda, mas com apoio político, e decidido. Tenho a palavra do senhor chanceler de que me vai acompanhar ao local, quando estiver instalado o centro, para mostrar não apenas o apoio através de toneladas de medicamentos e alimentos, mas o apoio político", disse Belandria depois do encontro.

A representante do autoproclamado governo interino não terá acesso à embaixada da Venezuela em Brasília, que continua em poder dos representantes do regime de Nicolás Maduro. Ao ser perguntada onde seria sua embaixada, ela respondeu: "Nós somos a embaixada", apontando para seu grupo. "Não precisamos de um prédio para ser a embaixada."

Além de Belandria, Araújo reuniu-se com o deputado da Assembleia Nacional Lester Toledo, encarregado da organização do centro de ajuda. Segundo Toledo, a intenção dos oposicionistas venezuelanos é se dirigir na próxima semana a Roraima para verificar onde o centro poderá ser instalado. As opções são Boa Vista e Pacaraima, cidade que fica na fronteira entre os dois países.

"Agora o governo brasileiro nos deu respaldo total para abrir um segundo caminho para ajuda humanitária", disse Toledo. "Há dezenas de países da região que estão disponíveis para trazer as primeiras toneladas de ajuda, mas sem a boa vontade do governo do Brasil seria impossível."

O grupo de Guaidó já organizou um centro de ajuda em Cúcuta, na fronteira da Colômbia com a Venezuela, onde chegaram toneladas de alimentos e medicamentos enviados pelos Estados Unidos, Canadá e da própria Colômbia. No entanto, o governo Maduro bloqueou a passagem e não permitiu a entrada do material.

Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa do governo Maduro, Vladimir Padrino, afirmou que o regime vai reforçar a presença militar na fronteira com a Colômbia.  "Temos presença reforçada em toda a fronteira, não pelo show da ajuda humanitária (...), mas por todos os crimes que são cometidos e todos os males que vêm da república da Colômbia", disse Padrino aos jornalistas após participar de um ato militar. "(A ajuda humanitária) é uma aberração. Querem fazer uma chantagem com a Venezuela com este tema", completou Padrino.

JPS/rt/efe/ots

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