PIB do Reino Unido sofre tombo de 20,4% no segundo trimestre | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 12.08.2020

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Economia

PIB do Reino Unido sofre tombo de 20,4% no segundo trimestre

País entrou oficialmente em recessão após registrar dois trimestres consecutivos de retração. É a maior queda já registrada no Reino Unido e a pior entre as economias europeias durante a pandemia.

Rua deserta em Londres durante o pico da pandemia

Rua deserta em Londres durante o pico da pandemia. Atividade econômica desabou em abril

O Reino Unido entrou oficialmente em recessão pela primeira vez em 11 anos. Nesta terça-feira (12/08), o governo anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país sofreu uma queda de 20,4% entre abril e junho em comparação aos três primeiros meses do ano. Foi o segundo trimestre consecutivo de contração.

O Escritório Nacional de Estatísticas apontou que todos os setores da economia do país sofreram com quedas devido à pandemia de coronavírus.

De acordo com as estatísticas, a contração no segundo trimestre é a maior já registada no Reino Unido desde 1955, quando começaram os registros trimestrais. 

A queda da economia britânica entre os meses de abril e junho também foi a maior entre as economias da Europa. Bem acima do tombo registrado na Alemanha (10,1%), na França (13,8%), na Itália (12,4%) e até na Espanha (18,5%). 

No primeiro trimestre, entre janeiro e março, o PIB do Reino Unido já tinha sofrido uma queda de 2,2%, mas a recessão ficou mais evidente a partir de abril, quando o país sofreu uma estagnação devido à paralisia econômica na esteira das medidas impostas para conter a disseminação do novo coronavírus.

Em termos técnicos, a recessão é definida como dois trimestres consecutivos de contração.

No entanto, há sinais de melhora. O PIB aumentou 8,7% em junho, quando o país começou a flexibilizar as regras de isolamento e os efeitos da pandemia já haviam diminuído. Maio, por sua vez, registou um aumento de 2,4%. O mau resultado foi puxado por abril, que teve queda de 20%.

Os setores mais afetados no segundo trimestre foram hotelaria, restaurantes e bares, que sofreram uma queda de 86,7%. O comércio varejista, por sua vez, caiu 20%. Transportes, 30%. O setor da educação sofreu uma contração de 34,4%. A construção caiu 35%, enquanto a indústria teve queda de 20,2% entre abril e junho.

JPS/lusa/ots

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