PIB da Espanha cai 11% em 2020, e França tem contração de 8,3% | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 29.01.2021

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Economia

PIB da Espanha cai 11% em 2020, e França tem contração de 8,3%

Pandemia da covid-19 faz PIB espanhol ter pior desempenho já registrado e economia francesa registrar pior recessão desde a Segunda Guerra.

Espanhóis caminham na cidade de Burgos

Espanha foi um dos países mais afetados pela covid-19 na Europa

A Espanha e a França divulgaram nesta sexta-feira (29/01) o desempenho de suas economias no ano passado, marcado pelo impacto da pandemia da covid-19 e a adoção de restrições à circulação de pessoas que afetaram de forma aguda o comércio, os serviços e a indústria.

Na Espanha, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 11% em relação ao ano anterior, o pior desempenho já registrado pelo país, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Durante a crise financeira global, há uma década, a economia do país havia se contraído cerca de 9%.

O resultado do ano passado ficou próximo da previsão do governo, de recessão de 11,2%, e abaixo da estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontava para uma queda de 12,8% do PIB. No último trimestre, o PIB espanhol teve um crescimento tímido de 0,4% em relação ao trimestre anterior, reduzindo a amplitude da queda no ano.

A economia espanhola havia colapsado já no início de 2020, quando o país adotou um dos lockdowns mais severos no mundo naquele momento, que incluiu a paralisação completa de todas as atividades não essenciais por duas semanas. A atividade econômica reagiu com força durante o verão do hemisfério norte, mas logo voltou a se contrair, especialmente no setor de turismo, à medida que o número de infecções crescia e novas restrições eram impostas para reduzir o impacto da segunda onda.

A Espanha foi fortemente atingida pela pandemia e teve uma das maiores taxas de infecção da Europa, com mais de 2,6 milhões de casos e mais de 57 mil mortes. São 122,62 mortes por 100 mil habitantes, taxa apenas menor que a da Itália entre os países do bloco, com 143,78, segundo dados compilados pela universidade americana Johns Hopkins.

Na França, pior recessão do pós-guerra

Já a economia francesa registrou queda de 8,3% de seu PIB em 2020, a maior recessão do país desde a Segunda Guerra Mundial. A queda foi menor do que os 9% que haviam sido estimados pelo Instituto Nacional de Estatística do país e pelo Banco da França, e ficou muito abaixo da previsão do próprio governo, que esperava uma contração de 11%.

O resultado menos grave se deve ao aumento do consumo das famílias em dezembro, que elevaram seus gastos antes das festas do final de ano. O consumo cresceu 23% em dezembro, depois de uma queda de 18% em novembro. Isso colaborou para que o PIB francês caísse apenas 1,3% no quatro trimestre, menos que os 4% projetados pela maioria dos economistas.

"É surpreendente, porque tivemos seis semanas de confinamento no último trimestre e três semanas de toque de recolher" em grande parte do país, disse Selin Ozyurt, um economistas do grupo Euler Hermes.

No entanto, os cafés e restaurantes seguem fechados desde 30 de outubro, e membros do governo avisaram nesta semana que o toque de recolher nacional após as 18h não conseguiu reduzir o aumento do número de infecções pelo coronavírus, tornando um novo lockdown provável.

"O primeiro semestre de 2021 será novamente pressionado pela probabilidade de medidas sanitárias mais rígidas", disse Emmanuel Jessua, economista no instituto de pesquisas Rexecode. A França registra mais de 3,1 milhões de casos de covid-19 e mais de 74 mil mortes, ou 111,36 mortes por 100 mil habitantes.

A pandemia atingiu a economia de países com variada intensidade. O PIB da Alemanha contraiu 5% em 2020, e o dos Estados Unidos, 3,5%. A China registrou alta de 2,3% do seu PIB, o pior desempenho em mais de quatro décadas no país.

O resultado final do PIB brasileiro do ano passado deve ser divulgado no início de março. A Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado, estima que o país teve queda de 5% do PIB em 2020.

bl/lf AFP, Reuters)

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