PF indicia ex-ministro Paulo Bernardo por corrupção | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 26.07.2016
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Brasil

PF indicia ex-ministro Paulo Bernardo por corrupção

Segundo investigações, petista foi um dos principais beneficiados de um esquema de propina no Ministério do Planejamento que teria movimentado R$ 100 milhões. Cabe ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia.

A Polícia Federal (PF) pediu o indiciamento do ex-ministro Paulo Bernardo pelos crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa, em decorrência das investigações da Operação Custo Brasil, segundo informaram fontes oficiais nesta terça-feira (26/07).

O pedido foi encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar se denuncia ou não o ex-ministro – ele esteve à frente da pasta do Planejamento no governo Lula, até 2011, e depois comandou o Ministério das Comunicações, no governo Dilma Rousseff, até o início de 2015.

A Custo Brasil apura um suposto esquema de fraude de 100 milhões de reais em contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento entre 2010 e 2015. Segundo os investigadores, Paulo Bernardo foi um dos principais beneficiados da operação.

O esquema envolveu uma empresa, a Consist Software, que administrava contratos de crédito consignado para funcionários públicos. A investigação aponta que agentes públicos e políticos recebiam pagamentos ilegais a partir do contrato feito com a companhia.

Os serviços da empresa eram custeados por uma cobrança de cerca de 1 real de cada um dos funcionários públicos que solicitavam o empréstimo. Desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada até chegar aos destinatários – entre eles, o ex-ministro, diz a PF.

Sob essa suspeita, Paulo Bernardo foi preso preventivamente em junho, mas sua prisão foi revogada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, alguns dias depois.

Em nota, a advogada do ex-ministro, Verônica Abdalla Sterman, declarou que Paulo Bernardo não participou ou teve "qualquer ingerência na celebração ou manutenção" do esquema. A defesa também reiterou que Bernardo não recebeu qualquer quantia da Consist Software, direta ou indiretamente.

EK/abr/efe/dw

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