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Giuseppe Conte (à direita), ao lado do vice-premiê e ministro do Interior, Matteo Salvini
Giuseppe Conte (à direita), ao lado do vice-premiê e ministro do Interior, Matteo SalviniFoto: picture-alliance/AP Photo/G. Borgia

Partidos italianos alcançam acordo para formar novo governo

28 de agosto de 2019

Arranjo entre o Partido Democrata e o Movimento Cinco Estrelas prevê a continuidade de Giuseppe Conte como premiê. Anúncio representa derrota para o direitista Matteo Salvini, que vinha tentando forçar novas eleições.

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Um acordo político foi firmado na Itália nesta quarta-feira (28/08) entre o Partido Democrata (PD), de centro-esquerda, e o populista Movimento Cinco Estrelas (M5S) para formar uma nova coalizão de governo com o atual primeiro-ministro, Giuseppe Conte, na liderança.

A manutenção de Conte na chefia de governo foi uma das condições impostas ao PD pelo líder do M5S, Luigi Di Maio, um dos vice-premiês do país. O M5S é a principal força do Parlamento italiano, enquanto o PD conta com a terceira maior bancada. Juntos, os dois partidos terão 317 deputados de um total de 630.

Inicialmente, as conversas entre as siglas quase naufragaram por causa da relutância do Partido Democrata em aceitar a continuidade de Conte no cargo.

"Metade da Itália pediu-me que faça este governo com Conte como primeiro-ministro. Escutei todo mundo e percebi que devia me render", afirmou Nicola Zingaretti, líder do PD.

Já Di Maio, ao anunciar o acordo, fez críticas ao ministro do Interior, Matteo Salvini, que também atua como vice-premiê. Há três semanas, Salvini anunciou racha na coalizão de governo entre seu partido, a direitista Liga, e o M5S, a fim de forçar a convocação de novas eleições. O abandono levou Conte a renunciar ao cargo, parecendo sinalizar que novas eleições eram iminentes. 

O anúncio desta quarta-feira já está sendo encarado como uma derrota para Salvini. Caso nenhuma nova coalizão fosse formada, ele tinha esperança de aumentar a bancada da Liga em um novo pleito e conquistar a chefia de governo, deixando o papel coadjuvante que detinha na coalizão com o M5S.

Há três semanas, pesquisas apontavam que a Liga poderia conquistar até 38% dos votos em uma eleição parlamentar antecipada, graças à popularidade que Salvini conquistou à frente do Ministério do Interior com sua campanha severa contra a entrada de imigrantes ilegais no país.

A formação do novo governo ainda liderado por Conte aconteceu quase no fim de um prazo-limite estabelecido pelo presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Inicialmente, ele havia estabelecido que os partidos interessados em formar uma coalizão deveriam apresentar um acordo até terça-feira, mas, a pedido do M5S, concordou em prorrogar o prazo por 24 horas.

A ideia na nova coalizão com a participação do PD foi apresentada pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi (2013-2016), que apelou para uma compatibilização dos programas dos dois partidos, sobretudo na área econômica e social. Agora, as duas legendas devem discutir a divisão de ministérios.

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