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Malala recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta em defesa da educação de mulheresFoto: Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Images

Paquistão condena dez à prisão por ataque a Malala

Rafael Plaisant
30 de abril de 2015

Suspeito de atirar contra ativista e mentor do atentado não estão entre os condenados. Em 2012, militantes do Talibã invadiram ônibus escolar e deram um tiro na cabeça de Malala.

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Um tribunal da cidade de Mingora, no noroeste do Paquistão, condenou nesta quinta-feira (30/04) dez homens à prisão perpétua pela tentativa de assassinato, em 2012, da ativista Malala Yousafzai, então com 15 anos.

Segundo um promotor, a corte anunciou sua decisão num local não divulgado por razões de segurança. Os dez homens haviam sido presos em setembro do ano passado por militares paquistaneses. O líder talibã que ordenou o ataque, mulá Fazlullah, continua foragido, assim como o homem suspeito de disparar contra Malala, identificado como Ataullah Khan.

Em outubro de 2012, militantes talibãs entraram no ônibus escolar em que Malala era transportada, no Vale de Swat, e atingiram-na na cabeça devido às suas posições a favor da educação de mulheres.

Malala ganhou aclamação mundial por sua campanha e, em 2014, recebeu o Nobel da Paz. Ela é a pessoa mais jovem a receber o prêmio.

Ela foi inicialmente tratada no Paquistão e depois levada para um hospital no Reino Unido, onde vive com a família. Eles não podem retornar ao Paquistão por causa de ameaças de morte. O Talibã já disse que, se Malala voltar, tentará matá-la de novo.

AS/ap/lusa/afp/dpa