Pandemia fechou 522 mil empresas no Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 16.07.2020

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Brasil

Pandemia fechou 522 mil empresas no Brasil

Número representa quase 40% das empresas paralisadas, segundo dados do IBGE. Pesquisa aponta que um terço das companhias brasileiras cortou pessoal e só 13% conseguiram crédito emergencial para cobrir folha de pagamento.

Homem de máscara passa em frente a estabelecimento fechado em São Paulo

Segundo IBGE, 948,8 mil empresas reduziram a quantidade de empregados

A pandemia provocou o fechamento de 522 mil empresas no país na primeira quinzena de junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (16/07). O número representa quase 40% do total de 1,3 milhão de empresas que encerraram suas atividades, temporária ou definitivamente, nesse período.

Os dados são os primeiros resultados da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas. O levantamento ainda apontou que um terço das empresas brasileiras demitiu e só 13% tiveram acesso ao auxílio federal para ajudar a pagar os empregados.

Já a maioria das 522 mil empresas que fecharam por causa da pandemia era de pequeno porte (99,2%), com até 49 empregados; 4,1 mil (0,8%) eram de porte intermediário, com 50 a 499 empregados; e apenas 110 eram de grande porte, com mais de 500 empregados.

O setor de serviços foi o mais atingido. Foram 258,5 mil (49,5%) empresas dessa área, seguida do comércio com 192 mil (36,7%), além de 38,4 mil (7,4%) da construção e 33,7 mil (6,4%) da indústria.

A pesquisa apontou também que a pandemia teve impacto negativo em 70% das empresas em funcionamento. Por outro lado, 16,2% relataram que o efeito foi pequeno ou inexistente, e para 13,6% o impacto foi positivo.

As empresas de pequeno porte foram as que mais notaram efeitos negativos (70,1%), nas intermediárias ficou em 66,1% e, nas de grande porte, o percentual chegou a 69,7%. A percepção negativa foi maior no setor de serviços (74,4%), enquanto na indústria ficou em 72,9%, na construção atingiu 72,6% e no comércio foram 65,3%.

Outro fato registrado pela pesquisa foi a queda nas vendas ou nos serviços comercializados em decorrência da pandemia, que foi indicada por sete em cada dez empresas em funcionamento (70,7%) na primeira quinzena de junho.

A pesquisa estima que, desde o início de março, 1,2 milhão (44,5%) das empresas em funcionamento adiaram o pagamento de impostos. Mais da metade (51,9%) considerou ter recebido apoio do governo para isso.

Perto de 347,7 mil (12,7%) empresas conseguiram crédito emergencial para pagamento da folha salarial desde o início da pandemia. Entre elas, quase sete em cada dez (67,7%) consideraram ter tido apoio do governo na adoção dessa medida.

Se comparado ao início de março, o número de funcionários foi mantido em pouco mais de seis em cada dez empresas em funcionamento (61,2%). No entanto, 34,6% indicaram redução no quadro, e as que aumentaram o número de empregados foram apenas 3,8%. Entre as 948,8 mil empresas que reduziram a quantidade de empregados, 37,6% diminuíram em até 25% seu pessoal, 32,4% cortaram entre 26% e 50%, e 29,7% encolheram seu quadro acima de 50%.

JPS/ots/abr

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