Otan reforça presença no Afeganistão e enviará missão à costa da Somália | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.02.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Otan reforça presença no Afeganistão e enviará missão à costa da Somália

Aumento do número de soldados no Afeganistão, planejamento de nova missão antipirataria na costa da Somália e ingresso da Geórgia e da Ucrânia na Otan foram principais temas tratados no encontro do grêmio na Polônia.

default

Otan discutiu importantes temas em Cracóvia

No encontro dos ministros da Defesa de 26 países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que se encerrou nesta sexta-feira (20/02) em Cracóvia, na Polônia, o ministro alemão, Franz Josef Jung, anunciou que elevará em 600 soldados o contingente das Forças Armadas Alemãs na Isaf, a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão, na qual participam militares de 41 países comandados pela Otan, sob mandato da ONU.

No Afeganistão estão estacionados, atualmente, por volta de 71 mil soldados estrangeiros. Desses, 38 mil são norte-americanos. O presidente Barack Obama anunciou, na terça-feira desta semana, uma elevação do contingente em 17 mil soldados, obrigando os aliados a tomar uma posição sobre o tema.

Há tempos que os EUA e a Otan esperavam um aumento das tropas da Isaf por parte de aliados como a Alemanha, que, por sua vez, defende um maior apoio civil ao Afeganistão. Parte do contingente adicional que Berlim enviará ao país cuidará da segurança das eleições em agosto próximo.

Contribuições muito bem-vindas

Verteidigungsminister Robert Gates

Secretário dos EUA saudou ajuda alemã para o Afeganistão

No final do encontro, Robert Gates, secretário de Defesa norte-americano, saudou o esforço de ajuda alemão no Afeganistão. Em Cracóvia, o secretário declarou que todos os Estados devem fazer aquilo que estão em condições de fazer. Isso se refere tanto aos meios militares quanto à reconstrução civil. "Nós realizamos as duas tarefas e os alemães também o fazem em volume considerável", afirmou Gates, acrescendo que se um país não pode aumentar sua capacidade militar, as contribuições para estabilidade civil são muito bem-vindas.

Gates afirmou que 20 dos 26 países-membros da Otan anunciaram um aumento de esforços no Afeganistão. Atualmente, a Alemanha possui cerca de 3.600 soldados no país. Em outubro passado, o Bundestag limitou o contingente das Forças Armadas Alemãs no Afeganistão em 4.500 soldados.

Com o aumento anunciado por Jung, esse contingente – que corresponde a mais da metade dos soldados alemães no estrangeiro – ainda não teria chegado ao seu limite. A atitude do governo alemão também pode ser compreendida como uma reação positiva à política do novo presidente norte-americano de dar mais valor ao equilíbrio entre os lados militar, civil e educacional.

Nova missão antipirataria

Nato Treffen in Krakau Polen

Ministros da Otan avaliaram adesão da Geórgia e Ucrânia

A Otan também anunciou que planeja uma nova missão antipirataria nas costas da Somália. Segundo o secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer, seis navios participarão da missão, que está prevista para começar em março próximo, quando a Otan parte para um exercício no Golfo de Áden.

Em Cracóvia, o ministro alemão da Defesa anunciou que a Alemanha apoiará a missão com dois navios, que também estão subordinados, sempre que necessário, à missão antipirataria Atalanta, sob o comando da União Europeia (UE). No contexto da missão europeia, as Forças Armadas Alemãs ajudam, desde o fim de 2008, no combate à pirataria no Golfo de Áden. O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou um mandato especialmente para a participação alemã na missão da UE.

Cautela alemã, pressão norte-americana

Os ministros da Defesa dos 26 países da Otan também retomaram, no encontro na Polônia, conversações sobre a planejada admissão da Geórgia e da Ucrânia no bloco. Em reuniões com os colegas de pasta de ambos os países, os ministros da Otan se informaram sobre os progressos dos governos em Tbilisi e Kiev para um futuro ingresso no bloco.

No encontro de cúpula em Bucareste, em abril de 2008, a Otan prometera a admissão aos dois países, mas não marcou data. A Rússia advertira a Otan contra o ingresso das antigas repúblicas soviéticas.

Em Cracóvia, o ministro Jung fez novamente campanha para a retomada do diálogo no Conselho Otan-Rússia, que, devido ao recente conflito na Geórgia, foi temporariamente suspenso pela Otan no segundo semestre do ano passado.

Jung reiterou a posição alemã com vista à controversa adesão da Geórgia e da Ucrânia à Otan. Até agora, afirmou o ministro alemão, os dois países não cumprem os requisitos para a admissão em um assim chamado "plano de ação para ingresso" (MAP). Os EUA, por outro lado, fizeram pressão sobre os aliados para uma rápida admissão dos dois países.

Leia mais