Os perigos da febre ″Pokémon Go″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 12.07.2016
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Mundo

Os perigos da febre "Pokémon Go"

Baseado em desenho animado japonês, jogo de realidade aumentada deixa usuários vulneráveis à ação de criminosos, alertam autoridades. Aplicativo do game superou a popularidade do Tinder nos EUA.

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Policiais dizem que "Pokémon Go" expõe usuários a riscos

O novo jogo para smartphones Pokémon Go, baseado no desenho animado japonês dos anos 1990 se tornou rapidamente uma sensação nos Estados Unidos. O aplicativo, porém, acabou sendo utilizado por criminosos como ferramenta para atrair suas vítimas.

Autoridades e órgãos de imprensa americanos associaram o uso do aplicativo a roubos, invasões de propriedade, ferimentos leves sofridos por usuários distraídos e até a um cadáver descoberto no Wyoming.

O jogo de "realidade aumentada", desenvolvido pelas empresas Pokémon Company International, Niantic e Nintendo, utiliza o mapeamento de GPS e os sistemas de câmeras dos celulares. Os usuários utilizam seus smartphones para buscar e capturar, em locais diferentes no mundo real, personagens virtuais como o Pikachu.

Lançado na última quinta-feira (07/07), o aplicativo subiu rapidamente para o topo da lista dos mais baixados da empresa de tecnologia Apple nos EUA durante o fim de semana.

Apenas cinco dias após o lançamento, o jogo já está em mais celulares americano sque utilizam o sistema Android do que o popular aplicativo de paqueras Tinder. O número de usuários dos EUA ativos por dia praticamente se igualou ao da rede social Twitter. O jogo também está disponível na Austrália e na Nova Zelândia.

Não se contava, porém, que o aplicativo pudesse ser usado para fins mais obscuros. Em St. Louis, no Missouri, quatro adolescentes o utilizaram para atrair quase uma dúzia de vítimas para roubos armados, segundo relatos da imprensa e da própria polícia. Eles foram presos após uma das vítimas telefonar para a polícia.

"Ao utilizar o dispositivo de geolocalização do Pokémon Go, os assaltantes conseguiam antecipar a localização e o nível de isolamento das vítimas", informou a polícia, pedindo aos usuários que permaneçam vigilantes ao utilizarem seus aparelhos nas buscas pelos personagens do jogo.

Invasão de propriedade e cadáver

No estado da Virginia, as autoridades policiais alertaram que a utilização do aplicativo não serve como justificativa para a invasão de propriedades particulares. A polícia da cidade de Goochland associou um aumento nos casos de invasões e atividades suspeitas durante o fim de semana à popularidade do aplicativo.

Policiais afirmam ter encontrado pessoas em lojas, igrejas e edifícios do governo durante a noite, quando estes locais estão fechados.

Pokemon Go

Jogo se baseia na busca por personagens virtuais em diferentes locais do mundo real

No Wyoming, uma jovem de 19 anos buscava personagens de Pokémon nas proximidades de um rio quando encontrou um cadáver próximo a uma ponte. O homem encontrado teria sido vítima de afogamento. "Eu provavelmente não iria até lá se não fosse pelo jogo", afirmou a americana à emissora CNN.

Problemas nos servidores

O aplicativo atraiu um número de usuários maior do que o esperado nos países onde foi lançado – Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos –, o que gerou problemas em seus servidores. As empresas que o desenvolveram anunciaram que trabalham para resolver a questão, mas o lançamento deverá ser adiado em diversos países.

No Brasil, para aqueles que baixaram o jogo por fora da loja oficial de aplicativos do Google e da Apple, onde ele ainda não está disponível, o jogo chegou a funcionar por algumas horas antes de ter seu funcionamento interrompido sem qualquer notificação por parte das empresas desenvolvedoras. Estima-se que o motivo seja um possível bloqueio por localização, para evitar a sobrecarga dos servidores.

RC/rtr/ap/ots

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