Opositor Leopoldo López foge da Venezuela | Notícias internacionais e análises | DW | 25.10.2020

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Mundo

Opositor Leopoldo López foge da Venezuela

Adversário do regime chavista chegou à Espanha neste domingo, após permanecer 18 meses refugiado na residência do embaixador espanhol em Caracas.

Venezuela Leopoldo Lopez

Leopoldo López em maio de 2019, logo após a tentativa frustrada de levante contra Maduro

O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López chegou neste domingo (25/10) a Madri, Espanha, após permanecer refugiado 18 meses na residência do embaixador espanhol em Caracas, segundo informou seu pai.

"Sim, posso confirmar que está em Madri", disse Leopoldo López Gil, que é eurodeputado pelo Partido Popular (PP). López Gil se negou a afirmar de qual país o líder opositor de 49 anos chegou. No dia anterior, ele apontou que, após abandonar a residência do embaixador espanhol em Caracas, saiu da Venezuela "clandestinamente" pela fronteira com a Colômbia.

Jornalistas estiveram durante toda a manhã na área de desembarque internacional no aeroporto de Madri-Barajas, mas não conseguiram ver Leopoldo López, o que faz pensar que ele saiu pelo portão reservado para autoridades. Em Madri, López se reunirá com seu pai, sua esposa, Lilian Tintori, e seus três filhos. Todos moram na capital espanhola, que abriga outros líderes opositores que deixaram a Venezuela, como o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma.

"Venezuelanos, essa decisão não foi fácil, mas estejam certos que podem contar com este servidor para lutar em qualquer espaço", escreveu no Twitter o próprio López na noite de sábado.

López, ex-prefeito do município de Chacao, foi sentenciado em 2015 a quase 14 anos de prisão, acusado de incitação à violência em protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro que deixaram 43 mortos e cerca de 3 mil feridos entre fevereiro e maio de 2014.

Em 2017, foi para a prisão domiciliar. López havia procurado abrigo na residência do embaixador espanhol em Caracas em 30 de abril de 2019, após liderar, junto com Juan Guaidó - o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela -, uma tentativa de levante para derrubar Nicolás Maduro. No entanto, a iniciativa fracassou ao não contar com a adesão das forças militares, que permaneceram fiéis ao governo chavista.

Juan Guaidó afirmou que, com a saída do país de seu mentor político, a "tática repressiva" de Maduro foi "ridicularizada".

"Maduro, você não controla nada. Contornando sua tática repressiva, conseguimos levar ao território internacional nosso Comissário para o Centro de Governo, Leopoldo López", tuitou Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países.

O exílio de López ocorre faltando poucas semanas para as eleições parlamentares de 6 de dezembro, impulsionadas pelos aliados de Maduro mas que estão sendo boicotadas  por cerca de 30 partidos que as denunciam como uma "fraude" sem garantias de transparência.

JPS/afp/ots

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