Oposição venezuelana recolhe 1,85 milhão de assinaturas pró-referendo | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 03.05.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

Oposição venezuelana recolhe 1,85 milhão de assinaturas pró-referendo

Eram necessárias 195 mil para iniciar processo de referendo sobre destituição de Maduro. Na segunda etapa deverão ser recolhidas 4 milhões de assinaturas. Oposição luta contra o tempo para tentar afastar o presidente.

Henrique Capriles

Capriles exibe o formulário para o recolhimento de assinaturas a favor do referendo em Caracas

A oposição da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (02/05) que depositou, no Conselho Nacional Eleitoral (CNE), 1,85 milhão de assinaturas pela realização de um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.

No domingo, a oposição havia anunciado 2,5 milhões de assinaturas, que depois foram revistas para a apresentação oficial. "Temos um total de 1,85 milhão", afirmou Jesus Torrealba, secretário-geral da Mesa da Unidade Democrática (MUD), coligação que tem maioria no parlamento.

Assistir ao vídeo 02:07
Ao vivo agora
02:07 min

Venezuela à beira do colapso econômico

As assinaturas foram recolhidas em apenas dois dias na semana passada. "É provavelmente um recorde mundial", elogiou um dos líderes da oposição, Henrique Capriles. Segundo ele, o sucesso do abaixo-assinado demonstra que os venezuelanos escolheram o caminho constitucional, democrático e pacífico. "Queremos decidir o nosso voto, o futuro do nosso país", acrescentou o candidato, que perdeu a eleição presidencial de 2013.

Verificação das assinaturas

O CNE, considerado próximo do governo, vai agora verificar a veracidade das assinaturas e se o mínimo necessário (195.721, ou 1% dos eleitores) para iniciar o processo de um referendo sobre a destituição de Maduro foi alcançado. A contagem pode demorar um mês ou até mais, caso o CNE não o tente atrasar, mas a oposição já prepara um segundo passo, que é o recolhimento de 4 milhões de assinaturas para convocar um referendo para novembro.

De acordo com a legislação eleitoral, depois de feita a verificação, o CNE dará um novo prazo aos solicitantes para que eles entreguem um segundo abaixo-assinado, com 4 milhões de assinaturas, equivalentes a 20 % do número de eleitores, para a definição da data do referendo.

A oposição acusa os setores ligados a Maduro de querer obstruir o processo para que o referendo seja realizado depois de 10 de janeiro. Se a consulta ocorrer antes desta data e Maduro perder, um eleição presidencial deve ser realizada em 30 dias. Se for depois de 10 de janeiro e Maduro perder, o vice-presidente deverá concluir o mandato, que se encerra em 2019.

O referendo foi utilizado apenas uma vez na história da Venezuela, contra o antigo chefe de Estado Hugo Chávez, mas sem sucesso. Desta vez, a oposição poderá se beneficiar do crescente descontentamento social, ilustrado pelos distúrbios ocorridos nos últimos dias na segunda maior cidade do país, Maracaibo.

AS/lusa/efe/dpa

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados