Oposição iraniana diz que irá protestar até libertação de líderes presos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 28.02.2011
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Mundo

Oposição iraniana diz que irá protestar até libertação de líderes presos

Oposição no Irã anuncia manifestações para exigir a libertação dos dois principais líderes oposicionistas, que estão detidos em local desconhecido.

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Violentas manifestações no Irã em 14 de fevereiro

A oposição iraniana prometeu nesta segunda-feira (28/02) continuar os protestos contra o regime do presidente Mahmud Ahmadinejad, até a libertação de Mehdi Karrubi e Mir Hussein Mussavi. O movimento, conhecido como Onda Verde, está organizando protestos para esta terça-feira e para 15 de março, se até lá Karrubi e Mussavi não forem libertados.

Os dois principais líderes da oposição reformista iraniana foram detidos por forças de segurança e levados para local incerto, segundo confirmaram nesta segunda-feira (28/02) um familiar e uma organização não governamental.

"Falamos com um vizinho que viu os nossos pais serem levados [...]. Havia oito camionetas das forças de segurança estacionadas à porta de nossa casa. Depois de alguns minutos, as camionetas foram embora, acompanhadas por um automóvel que saiu da garagem", disse o filho de Karrubi ao site sahamnews.net.

De prisão domiciliar a local incerto

Iran Kombo Präsidentschaftswahlen Karubi und Moussavi

Karrubi e Mussavi

No sábado, a organização não governamental Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irã havia denunciado que os dois oposicionistas foram capturados nas suas casas e levados para um quartel nos arredores de Teerã.

Desde 14 de fevereiro, Karrubi e Mussavi (candidato à presidência iraniana em 2009) estavam sob prisão domiciliar, após seus simpatizantes terem organizado uma grande manifestação em solidariedade à Tunísia e ao Egito, e em protesto contra o regime iraniano.

Na semana passada, deputados ligados a Ahmadinejad pediram no Parlamento iraniano a pena de morte para os dois opositores, por supostamente minarem o sistema islâmico e colaborarem com estrangeiros. Também o líder supremo da revolução islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, disse que se "esgotou o tempo" para os "líderes da rebelião".

O governo alemão manifestou-se "chocado" com a notícia de que Mussavi e Karrubi estejam detidos em local desconhecido. O porta-voz da Chancelaria Federal, Steffen Seibert, exigiu nesta segunda-feira em Berlim que o Irã informe os familiares sobre o paradeiro de ambos os oposicionistas, e que lhes permita serem representados por advogados.

RW/dpa/lusa
Revisão: Carlos Albuquerque

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