Onda de calor extremo deixa Europa em alerta | Notícias internacionais e análises | DW | 25.06.2019
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Mundo

Onda de calor extremo deixa Europa em alerta

Alemanha e França devem registrar temperaturas recorde para o mês de junho. Cientistas atribuem o fenômeno ao aquecimento global, enquanto autoridades alertam para o aumento das mortes relacionadas ao clima.

Onda de calor se alastra pela Europa e gera alertas de temperaturas extremamente altas em países como Alemanha, França e Bélgica

Onda de calor na Europa gera alertas de temperaturas extremamente altas em países como Alemanha, Bélgica e França

Uma onda de calor se alastra pela Europa e gerou alertas de temperaturas extremamente altas em países como Alemanha, França e Bélgica. O fenômeno meteorológico, atribuído por cientistas ao aquecimento global, coincide com o início do verão no Hemisfério Norte.

Na Alemanha, as temperaturas devem chegar a 38º C nesta terça-feira (25/06), enquanto a onda de calor, batizada de Ulla, se alastra pelo país. O Serviço Meteorológico Alemão (DWD) afirmou que apenas as regiões ao longo da costa do Mar do Norte deverão ser poupadas, com as máximas chegando a 29º C.

Na quarta-feira, algumas regiões do país poderão enfrentar calor de mais de 40º C, superando o recorde para o mês de junho, de 38,2º C registrados em Frankfurt em 1947. Segundo o DWD, a temperatura mais alta já registrada na história do país foi de 40,3º C na cidade bávara de Kitzingen, no dia 7 de agosto de 2015.

De acordo com o pesquisador do clima Andreas Marx, as condições não serão tão adversas se comparadas à estiagem ocorrida no ano passado. "O ano de 2018 foi uma ocorrência extrema, e tais ocorrências são muito raras, especialmente em anos sucessivos", disse o especialista à emissora pública ZDF.

Na Alemanha, os incêndios florestas são uma das maiores preocupações das autoridades. Nesta segunda-feira, bombeiros em Lieberoser Heidi, a sudeste de Berlim, foram acionados para conter as chamas que se espalharam por uma área de cerca de 10 hectares (o equivalente a 140 campos de futebol). O combate ao fogo na região deverá durar ainda alguns dias.

Na França, o serviço meteorológico Meteo-France alertou para temperaturas que também podem chegar aos 40º C. "É algo sem precedentes, porque [o calor] chega cedo demais, em junho. Não víamos isso desde 1947", disse Emmanuel Demael, da agência francesa. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que a população se mantenha alerta nos próximos dias. "Em tempos como este, pessoas doentes, mulheres grávidas, crianças e idosos são os mais vulneráveis. Devemos estar vigilantes e viabilizar as medidas preventivas para intervir tão rápido quanto possível", afirmou.

A ministra francesa da Saúde, Agnes Buzyn, disse que o país está bem preparado, mas alertou que, mesmo com toda a estrutura disponível, há sempre um aumento no índice de mortalidade durante as ondas de calor extremo.

Jovens se banham em fonte de Paris

Jovens se banham em fonte de Paris nesta segunda-feira

A França introduziu um sistema de alerta de calor após uma longa e mortal onda de temperaturas extremas em agosto de 2003, quando foram registradas mais de 15 mil mortes relacionadas ao clima. Muitas das vítimas eram pessoas idosas que estavam sozinhas em apartamentos ou em casas de repouso sem refrigeração adequada.

Muitos cientistas afirmam que as ondas de calor recorde na Europa servem como prova das mudanças no clima da Terra provocadas pela queima de combustíveis fósseis. Stefan Rahmstorf, do Instituto de Pesquisa dos Impactos no Clima de Potsdam, diz que "os recordes mensais de calor em todo o mundo acontecem com frequência cinco vezes maior nos dias atuais do que ocorreriam em condições climáticas estáveis".

"Esse aumento no calor extremo é exatamente como o previsto pela ciência do clima e ocorre como consequência do aquecimento global, gerado pelo aumento dos gases causadores do efeito estufa, como os que advêm da queima de carvão, petróleo e gás", observou o cientista.

Dim Coumou, da Universidade Livre de Amsterdã, afirma que o derretimento do gelo do Ártico também afeta a circulação atmosférica, possibilitando a ocorrência de calores extremos. "Análises de dados demonstram que a circulação de verão nas latitudes médias do Hemisfério Norte, que normalmente se encaminha para o leste, desacelerou".

"Isso favorece o acúmulo das condições quentes e secas sobre o continente, às vezes fazendo com que alguns poucos dias de sol se tornem ondas perigosas de calor", explicou.

Os meteorologistas afirmam que ventos quentes vindos do deserto do Saara carregaram as altas temperaturas até a Europa. A onda de calor deverá afetar também a Bélgica e a Suíça. 

RC/ap/dpa

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