OCDE prevê contração de 6% da economia mundial | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 10.06.2020

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Coronavírus

OCDE prevê contração de 6% da economia mundial

Caso haja uma segunda onda da covid-19, queda será de 7,6%. Economia do Brasil cairá 7,4% este ano e pode sofrer recuo de até 9,1% se houver recrudescimento da epidemia no país.

Economia global deve sofrer retração de ao menos de 6% em 2020 após crise gerada pelo coronavírus, afirma OCDE

Economia global deve sofrer retração de ao menos de 6% em 2020 após crise gerada pelo coronavírus, afirma OCDE

A economia global deve sofrer uma retração de pelo menos 6% em 2020, com perda de rendimentos sem precedentes e uma "incerteza extraordinária" gerada pelas medidas para conter a pandemia de covid-19, afirmou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira (10/06).

A crise gerada pelo coronavírus gerou a pior recessão global em quase um século, segundo a entidade. Se houver uma segunda onda da doença, a produção econômica mundial irá recuar 7,6%, afirmou.

Se o vírus for contido, o Produto Interno Bruto (PIB) global deverá subir 5,2% em 2021. No caso de uma segunda onda, a recuperação deverá ser de 2,8%, segundo a análise.

Já a economia do Brasil deverá se contrair em 7,4% este ano, podendo chegar a 9,1% de queda caso ocorra uma nova onda da pandemia de covid-19. Caso o Brasil não registre um novo surto, a OCDE estima que haverá uma recuperação progressiva e parcial da economia, que em 2021 cresceria 4,2%. Caso haja uma segunda onda, o aumento no ano que vem seria de 2,4%.

Centenas de milhões de pessoas perderam seus empregos durante a crise, que atinge com maior intensidade os mais pobres e os jovens e contribui para o aumento da desigualdade, afirma a OCDE em sua mais recente análise dos dados da economia global, no relatório Economia Mundial na Corda Bamba.

A OCDE afirma que até o final deste ano, "a perda de renda excede qualquer outra recessão anterior em tempos de paz nos últimos cem anos, com consequências brutais e duradouras para indivíduos, empresas e governos".

Com o aumento do desemprego, as dívidas privadas em alguns países atingem níveis muito altos. Além disso, "o risco de falências nos negócios está bastante presente". A atividade econômica nos 37 países-membros da OCDE entrou em colapso, diz o relatório, caindo entre 20% e 30% em alguns casos.

Em sua análise anterior, no mês de março, quando a doença havia atingido fortemente a China, mas ainda não tinha chegado às outras maiores economias do mundo, a OECD previa uma queda de meio ponto percentual este ano, chegando a 2,4%, o que já era o pior quadro desde a crise de 2008.

Desde então, a situação se agravou em todo o mundo, com o fechamento do comércio e das viagens, enquanto grande parte dos governos tenta fazer com que a população permaneça em casa.

"A cooperação global para lidar com o vírus com tratamentos e vacinas e a retomada mais ampla do diálogo internacional serão fatores essenciais para reduzir as incertezas e destravar o impulso econômico", diz a OCDE. "A comunidade internacional deve assegurar que quando uma vacina ou tratamento estiverem disponíveis, sejam distribuídos mundialmente de modo rápido."

Governos e bancos centrais vêm adotando medidas para proteger as economias da recessão, mas isso também poderá ter consequências, negativas com o aumento veloz da dívida pública. "Os governos podem fornecer uma rede de segurança que permita a indivíduos e empresas se ajustarem, mas não devem sustentar as atividades do setor privado em temos de emprego e salários por um período prolongado", diz a entidade.

RC/afp/ap/lusa

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