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Logomarca da cúpula do G20 na Argentina: "G20" e "Argentina 2018"
Logomarca da cúpula do G20 na ArgentinaFoto: Government of Argentina

"O que significa o G20 para você?" Usuários da DW respondem

Benjamin Alvarez
1 de dezembro de 2018

Enquanto internautas do mundo árabe se interessam pela participação da Arábia Saudita, asiáticos abordam a guerra comercial entre EUA e China como um dos temas de destaque da cúpula em Buenos Aires.

https://www.dw.com/pt-br/o-que-significa-o-g20-para-voc%C3%AA-usu%C3%A1rios-da-dw-respondem/a-46528634

A DW perguntou a seus usuários nas mídias sociais sobre o que eles pensam da cúpula do G20. A sondagem foi realizada entre 22 e 29 de novembro pelas redações da DW em alemão, inglês, português do Brasil, russo, espanhol, turco, hindi, urdu, chinês, árabe, bengali, indonésio e persa.

Enquanto internautas do Oriente Médio se preocupam com a participação da Arábia Saudita, asiáticos abordam a guerra comercial entre EUA e China como um dos temas de destaque da cúpula em Buenos Aires. Já os argentinos reclamaram dos transtornos que o encontro está trazendo aos cidadãos de Buenos Aires.

Abu-Ruqaya, do Irã, tem certeza de que "a cúpula do G20 só tenta duplicar os lucros do Ocidente". Korkut, da Turquia, vai mais além. Para ele, "os políticos e sua clientela embolsam" a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a população tem que "se satisfazer com o restante". Outro internauta turco tematiza as políticas climáticas e escreve que "os países do G20 são os maiores poluidores do meio ambiente".

Arábia Saudita e a guerra no Iêmen

No mundo árabe, os usuários se interessam pela participação da Arábia Saudita na cúpula. O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, que já chegou à Argentina, está sendo criticado por causa do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi. Enquanto um internauta aborda o "papel crucial [da Arábia Saudita] na economia global", também podem ser vistas críticas sobre o envolvimento do Ocidente na guerra do Iêmen. Ansary, de Medina, escreve que a Arábia Saudita "recebe um cheque em branco do mundo para ter passe livre no Iêmen".

Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, desce de avião, acompanhado por dois homens
Participação do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, é abordada por internautas do mundo árabeFoto: Reuters/Argentine G20

Confronto entre China e os EUA

No canal chinês da DW, a disputa comercial entre a China e os EUA é destaque. O usuário Bill, dos arredores de Xangai, fala de um "confronto com Trump". Outros internautas chineses também usam termos como "encontro decisivo" e "guerra fria econômica".

A americana Patricia, de Porto Rico, escreve de um ângulo diferente. Ela diz sentir que esta cúpula não tem significado algum durante a presidência de Donald Trump. "Ele não representa nossos valores e da maioria dos americanos. Já outros países do G20 podem fazer algo a respeito", diz.

Preocupações sobre o impacto da disputa comercial entre a China e os EUA também foram expressas em hindi. Para Vaibhav Shukla, esse conflito impulsiona o protecionismo econômico. Na conta da DW no Facebook, ele escreve que a Índia tem clara posição contra o protecionismo econômico e disse acreditar que o país seja apoiado por muitas nações europeias para se contrapor à China.

Novas sanções à Rússia?

A sondagem na conta da redação russa da DW no Twitter abordou a questão das sanções ocidentais à Rússia, que, segundo o ministro russo da Economia, Maxim Oreshkin, deve ser discutida em Buenos Aires. Nas respostas, três usuários escrevem que esperam a imposição de mais sanções à Rússia. A maioria dos comentários reflete uma atitude de desesperança.

O que dizem os argentinos e brasileiros?

Ariel, de Buenos Aires, afirma que há muitas restrições por causa das medidas de segurança em Buenos Aires. "Não conseguimos transitar livremente na cidade", reclama. O também argentino Gonzalo critica os "custos desnecessários" para organizar o encontro.

Numa conta chamada "Argentina melhor sem acordo de livre comércio" são anunciados protestos sob a hashtag #FueraG20, com o argumento de que o G20 é a alternativa errada para resolver crises globais. Também da região, Antonio afirma que o G20 não resolve os problemas dos países latino-americanos e diz que as potências mundiais se preocupam, com poucas exceções, apenas com seus próprios interesses.

Danilo Reis, do Brasil, vê importância no encontro, mas avalia que o Brasil perde espaço no cenário internacional. "Para o país, acredito que seria uma possibilidade de nos mostrarmos como um país grande e fundamental para o mundo globalizado. Pena que hoje em dia estejamos tão longe disso – especialmente no que se refere ao segundo item."

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