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Mulher sentada ao lado de duas fotos de vítimas, com muitas flores e velas.
Vítimas foram lembradas em vigílias por toda a AlemanhaFoto: Getty Images/T. Lohnes
Terrorismo

O que se sabe sobre as vítimas dos atentados em Hanau

22 de fevereiro de 2020

Os nove mortos eram de origem estrangeira e tinham entre 21 e 44 anos. Segundo o Departamento de Polícia Criminal, eles eram três alemães, dois turcos, um búlgaro, um romeno, um bósnio-herzegovino e um teuto-afegão.

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As nove pessoas mortas em dois atentados na cidade de Hanau, no oeste da Alemanha, eram de origem estrangeira, algumas delas com cidadania alemã, afirmou o procurador-geral alemão, Peter Frank, nesta sexta-feira (21/02).

De acordo com o Departamento Federal de Polícia Criminal, entre as vítimas havia três alemães, dois turcos, um búlgaro, um romeno, um bósnio-herzegovino e um cidadão alemão e afegão. Entre os feridos estão duas pessoas com nacionalidades alemã e turca e uma com passaporte alemão e afegão.

Por volta das 22h de quarta-feira, um alemão de 43 anos abriu fogo num bar de narguilé. Depois, atirou contra outro bar e um quiosque. Além dos nove mortos, que tinham entre 21 e 44 anos, outras seis pessoas ficaram feridas.

Após o massacre, o terrorista voltou para casa, onde matou a mãe, de 72 anos, e cometeu suicídio. Numa carta de confissão e em vídeos, o autor do crime expõe pensamentos racistas, defendendo ideologias de extrema direita.

Primeiro ataque

Quatro pessoas morreram no primeiro local, o Midnight Bar, no centro de Hanau. O dono do estabelecimento, o imigrante turco Sedat Gürbüz, de 30 anos, foi uma das primeiras pessoas a morrer. Segundo a revista alemã Stern, ele era da cidade turca de Hatai e abriu o bar de narguilé há dois anos.

De acordo com o jornal Hassenschau, outra vítima é Ferhat Ünvar, de 22 anos, que costumava se reunir com amigos no bar. De origem curda, ele nasceu na Alemanha e nunca esteve na Turquia. O pai dele disse à emissora alemã RTL que o filho tinha acabado de terminar os estudos e estava empolgado com o futuro.

Hamza Kurtović, 22 anos, cuja família fugiu da Bósnia-Herzegovina para a Alemanha durante a guerra nos anos 1990, também foi morto no primeiro ataque. Ele, assim como os três irmãos, nasceram na Alemanha.

Familiares seguram imagens das vítimas do ataque em Hanau durante marcha na cidade alemã
Familiares seguram imagens das vítimas do ataque em Hanau durante marcha na cidade alemãFoto: Getty Images/T. Lohnes

Segundo ataque

O segundo tiroteio ocorreu no Arena Bar & Cafe, no bairro de Kesselstadt, a poucos quilômetros do centro da cidade. Gökhan Gültekin, de 37 anos, de família curda, foi morto no local. Ele havia estudado para ser pedreiro e também trabalhava como garçom.

Mercedes Kierpacz, de 35 anos, cidadã alemã com descendência cigana, trabalhava no bar na noite do crime e também foi morta. Ela deixa dois filhos.

Muhammed Beyazkindir, que foi baleado no massacre e está em recuperação, afirmou à mídia turca que o atacante "atirou em tudo o que viu".

As outras vítimas são Bilal Gökçe, o búlgaro Kalojan W, de 33 anos, que vivia na Alemanha há dois anos, e Vili Viorel Păun, de 23 anos, que se mudou da Romênia para a Alemanha aos 16 anos. Segundo a mídia romena, a mãe dele estava doente e buscava tratamento.  

Na Alemanha, bares de narguilé pertencem frequentemente a imigrantes de origem turca ou curda e são bastante frequentados por pessoas de origem estrangeira. 

Na noite de quinta-feira, milhares de pessoas se reuniram em várias cidades da Alemanha para prestar homenagem às vítimas, em meio a reivindicações para que as autoridades do país aumentem os esforços para combater o extremismo de direita.

Nesta sexta-feira, o governo da Alemanha anunciou que vai elevar a vigilância em "locais sensíveis", o que inclui sobretudo mesquitas, aeroportos, estações de trem e áreas de fronteira.

LE/ots

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