No combate à crise global, países europeus seguem caminhos distintos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.10.2008
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Mundo

No combate à crise global, países europeus seguem caminhos distintos

Soluções individuais, porém coordenadas: a fórmula com que se encerrou a minicúpula da UE em Paris. Segurança dos mercados e liquidez foram tônica. Pacto de Estabilidade poderá ser afrouxado, em face da crise global.

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Da esq. para a dir.: Juncker, Berlusconi, Merkel, Sarkozy, Brown, Barroso e Trichet

Cada governo europeu seguirá seu próprio caminho no enfrentamento da crise financeira global. Esta foi a declaração do presidente francês, Nicolas Sarkozy, neste sábado (04/10), encerrando a minicúpula de Paris, que reuniu dirigentes da Alemanha, França, Itália e Reino Unido. Entretanto, estes esforços deverão ser coordenados, acrescentou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, soluções nacionais não podem representar problema para outros Estados.

Presentes ao encontro estiveram também os premiês britânico, Gordon Brown, e italiano, Silvio Berlusconi, assim como os presidentes da Comissão Européia, José Manuel Barroso; do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet; e do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. A seleção desencadeou críticas por parte dos países não convidados, como a Espanha, que temiam decisões tomadas à sua revelia.

Merkel procurou tranqüilizar os excluídos com a observação de que a minicúpula de Paris serviria sobretudo a preparativos para o G8. A União Européia deverá tentar encontrar sua solução para a crise no encontro de cúpula marcado para 15 e 16 de outubro, em Bruxelas. Já na próxima terça-feira, os ministros das Finanças do bloco se encontrarão para preparar essa conferência.

Previdência e segurança

Originalmente, Sarkozy visava propor a formação de um fundo de salvamento parar instituições financeiras, segundo o modelo do pacote norte-americano de 700 bilhões de dólares. Entretanto ele esbarrou na rejeição frontal de Merkel e de outras instâncias da política e economia européias. A premiê alemã evocou as regras do mercado. "Vamos nos bater por uma melhor previdência para o futuro. Acho que há um alto grau de concordância entre os nossos países, e vamos cuidar para que tais crises não mais ocorram."

Por sua vez, Brown se pronunciou por um fundo de 15 bilhões de euros, com o fim de assegurar o financiamento do médio empresariado. Além disso, exigiu uma garantia de liquidez para o mundo financeiro. "Gostaria que daqui partisse a mensagem de que nenhum banco solvente se tornará insolvente por falta de liquidez. Queremos preservar a segurança das famílias que trabalham duro e das empresas em nossos países", disse o primeiro-ministro britânico.

Os participantes concordaram em flexibilizar, em parte, as condições do Pacto de Estabilidade da UE, refletindo a crise global dos mercados financeiros. Sarkozy insistiu que se realize, o mais breve possível, uma cúpula internacional reunindo a maioria dos países afetados, a fim de repensar a estrutura do sistema financeiro mundial. Todos os "atores do mercado financeiro devem ser regulados", pleiteou o chefe de Estado francês, que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia.

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