Neozelandeses usarão véu em homenagem a vítimas de massacre | Notícias internacionais e análises | DW | 21.03.2019
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Mundo

Neozelandeses usarão véu em homenagem a vítimas de massacre

Uma semana após o ataque às mesquitas em Christchurch, iniciativa pede que mulheres e homens cubram suas cabeças por um dia em tributo aos 50 mortos no maior massacre da história recente do país.

Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, utilizou um véu durante visita a uma comunidade islâmica

Primeira-ministra da Nova Zelândia (c.), Jacinda Ardern, utilizou um véu durante visita a uma comunidade islâmica

Nesta sexta-feira (22/03), quando se completará uma semana após o massacre em duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, mulheres e homens em todo o país cobrirão suas cabeças com véus em homenagem às vítimas.

"É um convite simples a toda Nova Zelândia para demonstrar nosso apoio, mas também a nossa dor como neozelandeses", disse a organizadora da iniciativa Headscarf for Harmony ("véus pela harmonia"), Thaya Ashman.

Ela afirmou que teve a ideia da homenagem ao ver a notícia de que uma mulher muçulmana sentia medo de sair de casa com a cabeça coberta por um hijab, o véu islâmico que deixa o rosto à mostra.

Ashman disse que antes de ir adiante com a iniciativa ela consultou o Conselho de Mulheres Islâmicas da Nova Zelândia e a Associação Muçulmana do país, e que ambas as organizações a apoiaram.

No ataque realizado por um extremista de direita australiano na semana passada, 50 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas. O atentado gerou uma onda de solidariedade em todo o país.

Nos primeiros funerais das vítimas, familiares, policiais e trabalhadores das equipes de emergência que ajudaram após os ataques cobriram suas cabeças em homenagem, A primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, também utilizou um véu durante uma visita a uma comunidade islâmica.

Ardern visitou na quarta-feira uma escola que teve dois de seus alunos mortos no ataque e disse que planeja um serviço em memória das vítimas para os próximos dias.

Nesta quinta-feira, a primeira ministra anunciou a proibição em todo o país dos fuzis de assalto e armas semiautomáticas, como as usadas no atentado em Christchurch.

Também serão banidos os carregadores de alta capacidade e peças utilizadas para transformarem alguns fuzis em semiautomáticos, como supostamente ocorreu no ataque. Embora a polícia não tenha divulgado detalhes, evidências sugerem que pelo menos uma das armas utilizadas era um fuzil semiautomático similar a um AR-15, amplamente disponível no país.

Nesta sexta-feira, haverá uma cerimônia religiosa em homenagem às vítimas, conduzida pelo imã Gamal Fouda, de uma das mesquitas que foi alvo do massacre. Ele espera que entre 3 mil e 4 mil pessoas compareçam ao ato, que será realizado num parque em frente à mesquita Al Noor, onde 42 fiéis foram mortos.

RC/ots

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