Neonazistas marcham sob protesto em Berlim | NRS-Import | DW | 18.08.2018
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Alemanha

Neonazistas marcham sob protesto em Berlim

Passeata pelos 31 anos da morte de Rudolf Hess, vice de Hitler, reuniu cerca de 500 militantes. Grupos antifascistas tentaram interromper ato. Um policial ficou ferido.

Manifestação contra marcha nazista em Berlim

Manifestação contra marcha nazista em Berlim

Centenas de pessoas se reuniram em Berlim neste sábado (18/08) para protestar contra uma marcha promovida por neonazistas para lembrar o 31º aniversário do suicídio de Rudolf Hess, vice de Adolf Hitler durante o Terceiro Reich. 

As manifestações de ultradireita, que começaram ao meio-dia (horário local), reuniram cerca de 500 participantes, contra mais de dois mil de integrantes das manifestações contrárias.

Diversos grupos tentaram ibloquear a rota da passeata no bairro de Spandau, como ocorreu no ano passado. Ao menos um policial foi ferido quando centenas de ativistas gritando "Fora Nazistas" entraram em confronto com o mesmo número de ativistas de extrema direita que marcaram o 31º aniversário do suicídio na prisão do condenado nazista Rudolf Hess.

Muitos dos ativistas de extrema-direita, vestidos de vermelho e branco, carregavam a bandeira vermelha, branca e preta do Terceiro Reich de Hitler. Um grupo carregava uma placa que proclamava: "Não me arrependo de nada: Nacional Socialista de Berlim".

"Foram relatados feridos quando algumas pedras e garrafas foram lançadas por ativistas nos manifestantes de extrema direita", disse o porta-voz da polícia de Berlim, Thilo Cablitz.

Spandau, no oeste da capital alemã, é onde ficava a cadeia em que Hess esteve preso até se suicidar, em agosto de 1987.

Mais de dois mil policiais foram mobilizados para acompanhar a marcha.

"Não há lugar para nazistas" e "Avós contra a direita” eram algumas das mensagens exibidas em faixas e cartazes na manifestação, organizada por sindicatos, partidos políticos, Igreja e outros grupos de esquerda.

Hess foi preso em 1941 depois de viajar de avião, sozinho, da Alemanha para a Escócia com a intenção de negociar a paz com o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945 com capitulação incondicional da Alemanha nazista. Hess foi condenado à prisão perpétua nos julgamentos de Nurembergue, em que afirmou que não se arrependia de nada.

Ex-braço direito de Hitler e ex-vice-presidente do Partido Nazista, Hess cometeu suicídio em uma prisão de Spandau em agosto de 1987, se enforcando com um fio elétrico aos 93 anos, sendo venerado até hoje pelos neonazistas como um mártir.

A prisão que hospedou Hess por 40 anos foi demolida por medo de que se tornasse um lugar de peregrinação para neonazistas. No local, foi erguido em um centro comercial.

MD/dpa/afp/epd

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