Negociações bilionárias com a China impulsionam economia alemã | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 26.02.2009
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Economia

Negociações bilionárias com a China impulsionam economia alemã

Em reunião realizada em Berlim, China e Alemanha selaram acordos estimados em mais de 7,95 bilhões de euros. Encontro comprova disposição do gigante asiático para abertura de mercado, a fim de superar a crise financeira.

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China diz que Alemanha é o parceiro econômico mais importante da Europa

A Alemanha e a China se comprometeram a fortalecer suas relações comerciais nesta quarta-feira (25/02) em reunião em Berlim. Segundo o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, foram selados acordos de mais de 7,85 bilhões de euros. A maioria dos contratos se refere aos setores automobilístico, eletrônico e mecânico, bem como às indústrias têxtil e de papel.

O grande investimento da China vai impulsionar a fragilizada economia alemã, principalmente no que diz respeito aos setores mais afetados pela crise financeira, como as indústrias automobilística e mecânica.

Autos auf dem Parkplatz

Setor automobilístico é um dos beneficiados pelos acordos

No encontro, foram assinados 36 contratos que beneficiam principalmente as montadoras Audi, BMW, Daimler e Volkswagen. A Nokia Siemens também assinou dois contratos no valor de 880 milhões de euros.

O ministro alemão da Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg, descreveu as negociações como "uma ótima notícia para a economia alemã", que depende em grande parte de exportações.

A Alemanha foi o primeiro destino de uma longa viagem de negócios. Liderada pelo ministro chinês, a delegação conta com representantes de mais de 200 companhias e agências governamentais chinesas, que passarão também pela Espanha, Reino Unido e Suíça. Os principais objetivos da viagem são fechar negócios e comprovar que a China está aberta à economia mundial.

Sem espaço para protecionismo

Guttenberg e Chen concordaram que a melhor maneira de a Alemanha e a China superarem a crise financeira é evitar o protecionismo e incentivar o livre comércio. Para o ministro chinês, o protecionismo só pioraria a situação da economia mundial. "Queremos manter nosso compromisso de abertura", ressaltou Chen.

De acordo com o Comitê Ásia-Pacífico do Setor Econômico Alemão (APA), a China planeja gastar cerca de 11 bilhões de euros na Europa, dos quais a maior parte ficará na Alemanha, anunciou o ministro Guttenberg no site do Ministério da Economia.

Chen disse esperar que o volume de comércio entre a China e a Alemanha chegue a 115 bilhões de dólares em 2009 e se iguale ao menos ao nível de 2008. O ministro chinês também apontou que o país é "o mais importante parceiro econômico" da China no continente.

O governo de Pequim anunciou estar disposto a investir suas enormes reservas monetárias também em mais aquisições no exterior. Depois que o governo chinês concluiu o programa conjuntural para proteger a economia do país, a demanda por produtos europeus aumentou.

Chen chegou a sugerir que os dois países expandissem seus acordos em nível macroeconômico, afirmando que consegue "imaginar companhias chinesas adquirindo participações em companhias alemãs".

Chinesischer Handelsminister Chen Deming und Wirtschaftsminister Guttenberg

Guttenberg e Chen: evitar protecionismo é melhor maneira de combater a crise

Reuniões entre UE e China voltam à agenda

A União Europeia é o maior parceiro comercial da China, sua principal fonte de importação de tecnologia e também o principal destino de produtos chineses. A China, por sua vez, é o segundo parceiro comercial do bloco.

Por isso, a UE quer marcar para maio o próximo encontro China-UE, que estava previsto para dezembro de 2008, mas foi cancelado pela China em protesto ao encontro do presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país representava a presidência rotativa da União Europeia, com o Dalai Lama, líder espiritual tibetano.

As autoridades chinesas ainda não confirmaram a data. Com exceção de 2008, os encontros entre o bloco econômico europeu e a China são realizados anualmente desde 1998, a fim de discutir possíveis cooperações de relevância bilateral, regional e global.

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