Número de infectados na Itália foi seis vezes maior, aponta estudo | Notícias internacionais e análises | DW | 04.08.2020

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Coronavírus

Número de infectados na Itália foi seis vezes maior, aponta estudo

Segundo estudo, 1,5 milhão de pessoas tiveram contato com a covid-19 no país europeu – seis vezes mais do que os 250 mil casos oficias. Segundo especialista, quarentena foi crucial para poupar o sul da Itália.

Italien Bergamo | Großtes Wandbild am Krankenhaus von Franco Rivolli (AFP/P. Cruciatti)

Hospital em Bérgamo, a comuna mais atingida pelo coronavírus na Itália. Estudo estima que 24% da população da região foi infectada

Um estudo que analisou a presença de anticorpos indicou que quase 1,5 milhão de pessoas na Itália – ou 2,5% da população do país – contraíram o novo coronavírus. O número é seis vezes maior do que o registrado oficialmente, segundo a pesquisa, realizada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Istat) italiano.

O estudo apontou também grandes variações geográficas no percentual de pessoas infectadas. Autoridades afirmaram que os resultados confirmam que a quarentena nacional "foi absolutamente crucial" para impedir que o sul da Itália sofresse tão severamente quanto o norte.  

A pesquisa do Istat, em parceria com o Ministério da Saúde italiano, foi baseada em testes de anticorpos realizados em 64.660 pessoas, entre 15 de maio e 15 de junho. Dados oficiais apontam 248.229 casos confirmados de covid-19 na Itália, e de 35.166 mortes.

Os resultados indicam que quase 1,5 milhão de italianos em todo o país tiveram contato com o coronavírus e desenvolveram uma resposta imunológica a ele, seis vezes mais do que os quase 250 mil casos oficialmente confirmados, disse Linda Laura Sabbadini, diretora do Istat.

Mas a pesquisa revelou disparidades geográficas significativas. Cerca de 7,5% dos residentes da região da Lombardia apresentaram anticorpos contra o coronavírus, contra 1,9% na vizinha Vêneto. Na própria Lombardia, surgiram diferenças acentuadas de província para província. Por exemplo, 24% dos residentes de Bérgamo, a comuna italiana mais afetada pela epidemia e com uma população de pouco mais de 120 mil habitantes, desenvolveram anticorpos. Já na província próxima em Pavia, foram só 5,1% dos residentes.

As variações foram ainda mais acentuadas quando comparadas com os dados do sul da Itália. Apenas 0,3% dos residentes da Sicília tiveram contato com o vírus, e em meia dúzia de outras regiões do sul italiano menos de 1% dos residentes desenvolveu anticorpos.

A pesquisa constatou que quase 30% das pessoas com anticorpos eram assintomáticas, o que aponta para o risco de a doença se espalhar por pessoas que não têm conhecimento que são portadoras.

O médico Franco Locatelli, assessor do governo durante a pandemia, disse que a variabilidade geográfica dos resultados mostrou que a rígida quarentena nacional de três meses na Itália foi "absolutamente crucial para poupar o centro e o sul da Itália da mesma onda epidemiológica que atingiu o norte".

A Itália, considerada o epicentro da pandemia da covid-19 na Europa, conseguiu em grande parte conter a propagação do vírus. Nos últimas semanas, o país registrou cerca de 200 a 300 novos casos confirmados diariamente, muitos destes de trabalhadores que retornaram ao país e migrantes. Na segunda-feira (03/08), a Itália registrou 159 novos casos e 12 mortes relacionadas à covid-19.

Os resultados dos testes de anticorpos também sugerem que o número de mortes por covid-19 na Itália, que era de 35.166 na segunda-feira, está alinhado com uma taxa de mortalidade estimada em 2,3% para o novo coronavírus em todo o mundo. 

PV/ap/rtr/dpa/ots

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