Mundo supera marca de 2 milhões de mortes por covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 15.01.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Coronavírus

Mundo supera marca de 2 milhões de mortes por covid-19

Cinco países com mais óbitos concentram quase metade das vítimas do planeta, embora representem apenas 27% da população mundial. Chefe da ONU atribui número "impressionante" à ausência de um esforço global coordenado.

Cemitério na Indonésia

Planeta levou nove meses para alcançar 1 milhão de óbitos, e menos de quatro meses para atingir o segundo milhão

O mundo superou oficialmente nesta sexta-feira (15/01) a marca de 2 milhões de mortes ligadas à covid-19 desde o início da pandemia. A cifra foi reportada pela Universidade Johns Hopkins, num momento em que vários países já deram início à corrida para vacinar sua população.

A contagem é baseada em dados fornecidos pelas agências governamentais de todo o mundo, mas estima-se que os números reais de casos de infecção e mortes sejam muito maiores, devido à falta de testagem em larga escala e à subnotificação das ocorrências.

Desde que o coronavírus Sars-Cov-2 foi detectado pela primeira vez na cidade de Wuhan, na China, no final de 2019, o planeta levou nove meses para alcançar a marca de 1 milhão de óbitos, e menos de quatro meses para atingir o segundo milhão, o que expõe um aumento no ritmo da contagem de mortes, pelo menos as oficialmente identificadas.

Até agora em 2021, o mundo registrou, em média, cerca de 11.900 óbitos por covid-19 por dia, ou uma vida perdida a cada oito segundos, segundo contagem da agência de notícias Reuters.

"Nosso mundo atingiu um marco de partir o coração", lamentou nesta sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em depoimento em vídeo. "Por trás desse número impressionante há nomes e rostos: o sorriso agora apenas uma memória, o assento para sempre vazio na mesa do jantar, o quarto que ecoa com o silêncio de um ente querido."

Guterres acrescentou que os números relativos à doença foram "agravados pela ausência de um esforço global coordenado" para combater o vírus. "A ciência foi bem-sucedida, mas a solidariedade fracassou", condenou o chefe da ONU.

Onde a pandemia fez mais vítimas

Os Estados Unidos são o país que acumula o maior número absoluto de mortos, com mais de 390 mil vítimas registradas até esta sexta-feira, e atualmente respondem por uma em cada quatro mortes relatadas em todo o mundo por dia. O Brasil vem em segundo, com mais de 208 mil óbitos.

Os próximos países mais afetados são Índia, México e Reino Unido. Combinados, os cinco primeiros Estados com mais mortes concentram quase metade de todos os óbitos por covid-19 no mundo, embora representem apenas 27% da população global.

A Europa, o continente mais afetado do mundo, informou mais de 615 mil mortes até agora e é responsável por quase 31% de todas as vidas perdidas para a doença no planeta.

Dada a rapidez com que o vírus está se espalhando, em parte devido a novas variantes mais infecciosas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pior fase da pandemia de coronavírus pode ainda nem ter chegado.

"Estamos entrando em um segundo ano [de pandemia]. Ele pode ser até pior dadas as dinâmicas de transmissão e alguns dos problemas que estamos observando", disse Mike Ryan, diretor de emergências da OMS, em um evento na quarta-feira.

Corrida pela vacinação

A marca de 2 milhões de vítimas foi alcançada em meio a um esforço mundial monumental, embora bastante desigual, para vacinar a população global contra o coronavírus.

Em países ricos, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Israel e Alemanha, milhões de cidadãos já receberam a primeira dose de imunizantes, que foram desenvolvidos em velocidade inédita e rapidamente autorizados para uso emergencial.

Enquanto isso, em outros países as campanhas de vacinação mal saíram do papel, como é o caso do Brasil, que é uma das nações mais atingidas do mundo, mas ainda não tem uma previsão oficial para o início da imunização.

Especialistas preveem mais um ano de vidas perdidas e dificuldades em países como Brasil, Irã, Índia e México, que juntos correspondem por cerca de um quarto de todas as mortes do mundo.

Ao todo, o mundo soma hoje mais de 93,6 milhões de casos confirmados de covid-19. Em números absolutos, os EUA também são o país com mais infectados, somando 23,4 milhões, seguidos da Índia, com 10,5 milhões, e do Brasil, que acumula mais de 8,3 milhões de casos.

EK/rtr/ap/efe

Leia mais