″Mundo não pode derrotar a pandemia dividido″, diz OMS | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 09.07.2020

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Coronavírus

"Mundo não pode derrotar a pandemia dividido", diz OMS

Ao anunciar a criação de um painel independente para avaliar a resposta global à covid-19, diretor-geral da organização afirma que falta de liderança e solidariedade constitui ameaça maior que o próprio coronavírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

"O vírus tomou o mundo como refém – e isso tem que acabar", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (09/07) a criação de um painel independente para avaliar a resposta da agência e de governos à pandemia de covid-19 e pediu união no enfrentamento à doença.

"Não podemos derrotar esta pandemia como um mundo dividido. O vírus prospera com a divisão e é detido quando nos unimos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Não se enganem: a maior ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas a falta de liderança e solidariedade em nível global e nacional."

O painel independente anunciado nesta quinta será chefiado pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e pela ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

"Através de vocês, o mundo compreenderá a verdade do que aconteceu e também as soluções para construir melhor o nosso futuro como uma só humanidade", disse Ghebreyesus em Genebra.

Naassembleia anual da OMS, em maio, os Estados-membros concordaram com uma investigação independente sobre a resposta da agência da ONU ao coronavírus, após repetidos ataques dos EUA à entidade. O presidente americano, Donald Trump, acusou a OMS de má gestão da pandemia e de ser um "fantoche da China".

Uma resolução aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde, órgão decisório da OMS, e patrocinada pela União Europeia, pediu uma "avaliação imparcial, independente e abrangente" sobre as ações da agência frente à pandemia.

Nesta terça-feira, os Estados Unidos iniciaram formalmente o processo de retirada do país da OMS, fazendo valer as ameaças de Trump de privar a agência da ONU do seu principal doador devido à gestão da pandemia. Defensores da saúde pública e opositores de Trump criticaram duramente a decisão.

O novo coronavírus já contaminou mais de 12 milhões de pessoas e levou à morte de mais de 550 mil no mundo, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. Casos da doença já foram registrados em 196 países e territórios.

"Quão difícil é que a humanidade se una para lidar com um inimigo comum, que está matando pessoas indiscriminadamente?", questionou Ghebreyesus nesta quinta. "Juntos é a solução, a não ser que queiramos deixar o vírus em vantagem, o vírus que tomou o mundo como refém – e isso tem que acabar."

Ghebreyesus disse ser hora de uma reflexão honesta e salientou ser importante permanecer vigilante. "Estamos no meio desta batalha. A batalha das nossas vidas, e temos de fazer melhor, não apenas agora, mas para o futuro. Porque estas ameaças nunca irão parar e, com toda a probabilidade, irão piorar", disse.

O painel independente deverá apresentar um relatório preliminar na próxima reunião da Assembleia Mundial da Saúde, em novembro.

LPF/afp/rtr

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