Mulheres se elegem a cargos municipais na Arábia Saudita | Notícias internacionais e análises | DW | 13.12.2015
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Mulheres se elegem a cargos municipais na Arábia Saudita

Pela primeira vez as sauditas puderam votar e se candidatar. Apesar do pouco poder dos conselhos municipais, permissão é vista como avanço, em monarquia absoluta que ainda pune adultério e bruxaria com pena de morte.

Seção eleitoral na capital saudita, Riade

Seção eleitoral na capital saudita, Riade

Pelo menos nove candidatas se elegeram nas eleições municipais da Arábia Saudita, segundo informaram autoridades e a mídia nacional neste domingo (13/12). Os resultados definitivos ainda não foram divulgados.

Esta foi a primeira vez que as cidadãs daquele país árabe puderam votar e se candidatar a cargos públicos. Segundo a agência de notícias oficial SPA, as vencedoras assumirão postos nas prefeituras da capital Riade, de Gidá, da região de Meca e das províncias de Al Jawf e Al Hasa, respectivamente no norte e leste do país.

Até o pleito deste sábado, a Arábia Saudita, que mantém regime de monarquia absoluta, era o único país do mundo a só permitir o voto masculino. As candidatas totalizaram 979 dos 6.917 políticos inscritos. Por outro lado, apenas 10% dos votantes eram do sexo feminino. Isso se deveu também aos numerosos obstáculos impostos pela ida às urnas, como entraves burocráticos no cadastramento eleitoral e problemas de transporte, devido à proibição de que mulheres dirijam, vigente no reino.

Progresso relativo

Embora os conselhos municipais só se ocupem de questões locais, não tendo praticamente nenhum poder político, a permissão de participação política feminina é vista como um enorme avanço, num país em que as mulheres só podem realizar transações de negócios sob as vistas de um tutor do sexo masculino.

Saudi-Arabiens König Abdullah ist tot

Rei Abdullah: mais liberal do que seu antecessor, Salman

A liberalização remonta a um decreto do rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud, morto em janeiro de 2015. Ele também encorajava a atividade profissional feminina e determinou que a Shura, a Assembleia Consultativa saudita, tenha 20% de mulheres entre seus membros.

Em comparação, o atual governo, sob o rei Salman, é bem mais conservador. Além das restrições aos direitos femininos e a liberdade de imprensa extremamente restrita, a Arábia Saudita ainda pratica execuções públicas, inclusive por crimes como adultério, bruxaria e apostasia.

AV/afp,rtr,dpa

Leia mais