Morre primeiro paciente que se curou da aids | Notícias internacionais e análises | DW | 30.09.2020

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Saúde

Morre primeiro paciente que se curou da aids

Conhecido como "o paciente de Berlim", Timothy Ray Brown passou por um transplante de células-tronco em 2007 e se curou tanto da aids como de uma leucemia. Mas o câncer retornou nos últimos meses e logo se espalhou.

Timothy Ray Brown

Timothy Brown se curou tanto da leucemia como da aids, mas o câncer voltou

O americano Timothy Ray Brown, de 54 anos, conhecido por ter sido a primeira pessoa curada do vírus HIV, morreu nesta terça-feira (29/09) na Califórnia, vítima de leucemia. A sua cura, em 2007, representa uma esperança para milhões de pessoas infectadas pelo vírus.

Segundo informações de seu parceiro, Tim Hoeffgen, Brown estava recebendo tratamento num hospital de Palm Springs, onde os dois viviam. Em entrevista recente a uma agência de notícias, Brown havia confirmado que seu câncer teria voltado no ano passado e se espalhado rapidamente.

Doze anos atrás, Brown ficou conhecido como "o paciente de Berlim" por causa do tratamento que recebeu na capital alemã. Em 1995, ele estudava e trabalhava como tradutor na cidade quando foi diagnosticado com o HIV. Em 2006 foi diagnosticado em leucemia.

Em 2007, ele passou por um transplante de células-tronco e, em 2008, por um segundo procedimento. O doador tinha uma mutação genética rara que imuniza contra o HIV. O médico Gero Hütter, da Universidade Livre de Berlim, teve a ideia do transplante. Doadores como esse são raros, e o procedimento é muito caro, complexo e arriscado para ser amplamente utilizado.

 

Brown se curou tanto da leucemia como da aids, mas, no ano passado, o câncer voltou e se espalhou para a coluna vertebral e o cérebro.

Um segundo paciente, Adam Castillejo, conhecido como "o paciente de Londres", também estaria sem HIV no corpo depois de ter passado por um transplante semelhante em 2016.

Numa conferência sobre aids realizada em julho, pesquisadores relataram ter conseguido eliminar o HIV do organismo de um paciente brasileiro. É o primeiro caso de um soropositivo que entrou em remissão de longo prazo após ser tratado com um coquetel de vários remédios.

Segundo a ONU, 1,7 milhão de pessoas contraíram HIV em 2020 e mais de 40 milhões convivem com o vírus no mundo.

JLO/rtr/ap/afp

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