Morre jornalista que sobreviveu ao voo da Chape | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 27.03.2019
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Esporte

Morre jornalista que sobreviveu ao voo da Chape

Rafael Henzel, de 45 anos, era um dos seis sobreviventes do desastre aéreo na Colômbia, em 2016. O narrador teve um infarto fulminante durante uma partida de futebol.

Henzel iria narrar partida da Chapecoense contra o Criciúma nesta quarta-feira (picture-alliance/AP Photo/A. Penner)

Henzel iria narrar partida da Chapecoense contra o Criciúma nesta quarta-feira

O jornalista catarinense Rafael Henzel, um dos sobreviventes da queda do avião da Chapecoense na Colômbia em 2016, morreu de infarto fulminante nesta terça-feira (26/03), enquanto jogava futebol com os amigos.

Henzel, de 45 anos, foi levado ao Hospital Regional de Chapecó, mas não resistiu. O jornalista trabalhava na Rádio Oeste Capital, de Chapecó, era casado e tinha um filho.

Por conta da morte de Henzel, que acompanhou a trajetória da Chapecoense e narraria partida contra o Criciúma prevista para esta quarta-feira, o time pediu o cancelamento do jogo, válida pela Copa do Brasil. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, declarou luto oficial de três dias no município.

Henzel foi um dos seis sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense, tragédia que causou a morte de 71 ocupantes da aeronave.

O acidente foi o maior da história da aviação envolvendo uma equipe esportiva. Na noite de 28 de novembro de 2016, o voo 2933 da LaMia que levava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol para sua primeira final internacional caiu nas montanhas de Antioquia, próximo à cidade colombiana de Medellín. O clube brasileiro enfrentaria o Atlético Nacional pelo jogo de ida da decisão da Copa Sul-Americana.

Henzel retomou o trabalho na Rádio Oeste Capital um ano após sobreviver à tragédia, e em 2017 lançou o livro "Viva como se estivesse de partida".

Em publicação no Twitter, a Chapecoense manifestou profundo pesar e consternação pelo falecimento do jornalista.

"Durante a sua brilhante carreira, Rafael narrou, de forma excepcional, a história da Chapecoense. Tornou-se um símbolo da reconstrução do clube e, nas páginas verde e brancas desta instituição, sempre haverá a lembrança do seu exemplo de superação e de tudo o que fez, com amor, pelo time, pela cidade de Chapecó e por todos os apaixonados por futebol", afirmou o time.

PJ/ots

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