Morre aos 91 anos fundador da Ikea | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 28.01.2018
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Economia

Morre aos 91 anos fundador da Ikea

Sueco Ingvar Kamprad revolucionou o mercado de móveis com o conceito de "faça você mesmo" e montou um império, com mais de 300 lojas em quase 50 países. Fortuna acumulada passaria de 50 bilhões de euros.

Ikea-Gründer Kamprad mit 91 Jahren gestorben (picture-alliance/dpa/epa/Inter Ikea Systems B.V.)

O bilionário sueco Ingvar Kamprad: empreendedor e espartano

Morreu neste sábado (27/01), aos 91 anos, o bilionário sueco Ingvar Kamprad, fundador da rede de móveis Ikea, um negócio que gera receita de 30 bilhões de euros ao ano, com centenas de filiais espalhadas por todo o mundo.

A notícia foi dada pela companhia neste domingo através do Twitter: "Um dos grandes empreendedores do século 20, Ingvar Kamprad morreu de forma pacífica em sua casa em Smaland, na Suécia."

Ingvar Kamprad fundou sua empresa aos 17 ano, formando a marca com as iniciais de seu nome e do lugar em que nasceu. No início, vendia artigos diversos, que ele próprio importava, passando a se concentrar em móveis em 1953.

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IKEA: uma ideia simples que conquistou o mundo

Hoje o negócio dá emprego a 190 mil funcionários. Dono de uma fortuna avaliada em 50 bilhões de euros pela imprensa sueca, chegou a passar temporariamente à frente de Bill Gates no ranking dos mais ricos do mundo, na década passada.

Ele continuou mantendo nas mãos de sua família o controle sobre a empresa, que se recusa a transformar em sociedade anônima, e é conhecido por ser modesto e econômico: Kamprad não dispõe sequer de um escritório próprio na empresa.

Kamprad abriu a primeira loja de departamento Ikea em 1958. Desde então, a companhia se expandiu constantemente, e até o final do ano fiscal de 2017 tinha mais de 300 lojas em 49 países.

Ele teve a ideia de abrir o negócio ao olhar um funcionário tirar as pernas de uma mesa para que coubesse no carro. Sua filosofia então se tornou: poupar espaço e economizar dinheiro.

A Ikea não tem lojas, suas filiais mais lembram hipermercados em que se sucedem, em longos corredores, reproduções dos mais diferentes ambientes de uma casa, em que tudo – móveis, almofadas, cortinas, roupas de cama, louças – pode ser comprado.

IKEA-Filiale in Moskau (picture-alliance/dpa/P. Golovkin)

Carrinhos cheios: cena comum na Ikea

O resultado de uma visita são carrinhos de compras superlotados, em que se amontoam as embalagens que depois precisam ser acomodadas com todo o custo no porta-malas ou bagageiro do carro da família. A grande variedade de produtos faz com que, muitas vezes, se saia de lá levando mais do que se previa.

A característica principal da empresa é o sistema de venda de móveis desmontados. O freguês deixa a loja com numerosas embalagens, das quais saem, quando abertas, tábuas dos mais diferentes tamanhos, um sem-número de parafusos e a inevitável chave sextavada que serve para montar desde uma mesinha de cabeceira até o armário que toma uma parede inteira.

Nos anos 1990, já milionário, Kamprad viu sua imagem ser manchada com a revelações sobre sua ligação com o partido nazista sueco. O empresário descreveu sua atividade política na ápoca como "estupidez de juventude" e o "maior erro" de sua vida. A Suécia ficou neutra na Segunda Guerra. O partido nazista local existiu até 1945 e foi um dos primeiros do mundo a negar o Holocausto.

Após vários anos vivendo no exterior – primeiramente na Dinamarca e depois na Suiça – o fundador da Ikea voltou para sua terra natal e se estabeleceu em Smaland, onde nasceu. Ele deixa três filhos – todos envolvidos com a empresa.

RPR/dpa/ots

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