Militantes desafiam proibição e ocupam centro de Hong Kong | Notícias internacionais e análises | DW | 31.08.2019
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Mundo

Militantes desafiam proibição e ocupam centro de Hong Kong

Um dia após prisão de seus líderes, movimento pró-democracia celebra nas ruas quinto aniversário da Revolução dos Guarda-Chuvas. Polícia usa gás lacrimogêneo e jatos de água contra manifestantes.

Manifestantes com guarda-chuvas e capacetes em meio a fumaça de gás lacrimogêneo

Manifestantes usaram guarda-chuvas, capacetes e placas de trânsito para se proteger

Milhares pessoas saíram às ruas de Hong Kong neste sábado (31/08), desafiando a proibição de manifestações no 13° fim de semana seguido de protestos e um dia após a detenção de lideranças do movimento pró-democracia. A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água colorida contra militantes para tentar dispersar uma passeata nos arredores do Parlamento e da sede do Executivo local.

Uma grande multidão usando capacetes de máscaras de gás se reuniu em frente à sede do governo. Alguns se aproximaram de barreiras construídas para manter os manifestantes afastados e jogaram pedras, coquetéis molotov e tijolos contra as forças de segurança.

A polícia justificou a decisão de proibir manifestações citando os confrontos ocorridos no domingo passado, um dos episódios mais graves desde o início dos protestos, em junho.

Enquanto os confrontos ocorriam perto da sede do governo, milhares de outros manifestantes continuavam uma passeata que tomou os distritos financeiros e governamentais de Hong Kong.

Fantasiado de Moisés, manifestante participa de marcha religiosa

Fantasiado de Moisés, manifestante participa de "marcha religiosa" em Hong Kong, desafiando proibição do governo

A marcha foi convocada para marcar o quinto aniversário da decisão do governo da China contra eleições democráticas – que levou em 2004 os protestos pró-democracia da chamada Revolução dos Guarda-Chuvas.

A polícia não deu autorização, mas os manifestantes se reuniram mesmo assim, em aglomerações disfarçadas de "procissões religiosas", já que esse tipo de evento normalmente não necessita de autorização policial, segundo a legislação local.

Os militantes, em grande parte jovens vestidos de preto, tomaram as principais ruas e cruzamentos da região central de Hong Kong. Alguns chegaram a entoar cânticos religiosos. "Em Hong Kong há liberdade religiosa", afirmou uma manifestante cristã. "Rezamos para que a justiça chegue a Hong Kong. Se eles nos perseguirem por causa de nossas preces, eles violam nossa liberdade religiosa."

A polícia reforçou a segurança, construiu barreiras adicionais e colocou dois caminhões com jatos d'água nas proximidades do edifício que abriga o escritório do governo chinês.

Jatos de água azulada nas ruas de Hong Kong

Polícia usou jatos de água colorida para dispersar militantes

Os protestos de sábado ocorrem apenas um dia depois de nove parlamentares e ativistas serem presos, acusados de atuarem nas manifestações pró-democracia iniciadas em 9 de junho, como protesto por um projeto de lei que permitiria extradição de investigados criminais para a China.

Entre os detidos, estavam Joshua Wong e Agnes Chow, considerados mentores das manifestações em massa que se intensificaram em meados de junho e geraram a maior crise política em Hong Kong em duas décadas. Wong foi o ícone dos protestos pró-democracia de cinco anos atrás, a chamada Revolução dos Guarda-Chuvas, que serviram de  inspiração para as turbulências atuais, e com os quais Chow também esteve envolvida. No total, 28 pessoas foram presas.

Tido como o maior movimento de desobediência civil na história de Hong Kong, a Revolução dos Guarda-Chuvas ocorreu entre 28 de setembro e 15 de dezembro de 2014, quando o Occupy Central, com apoio de movimentos sociais e estudantis, paralisou quarteirões inteiros da antiga colônia britânica para exigir o sufrágio universal na escolha do chefe do executivo de Hong Kong, sem interferências do governo em Pequim.

Mas as autoridades chinesas não cederam aos apelos dos participantes. A polícia usou gás lacrimogêneo para reprimir os protestos, e os manifestantes, muitos deles estudantes, se protegeram usando guarda-chuvas, que se tornaram o símbolo das manifestações.

MD/afp/dpa/ap/rtr

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