Milhares marcham em Berlim contra ultradireita | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 07.05.2016
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Alemanha

Milhares marcham em Berlim contra ultradireita

Três diferentes protestos levam cerca de 8 mil pessoas às ruas da capital, em oposição a ato da extrema direita contra política migratória do governo Merkel.

Berlim livre de nazistas: cartaz de um dos três protestos contra a ultradireita realizados na capital

"Berlim livre de nazistas": cartaz de um dos três protestos contra a ultradireita realizados na capital

Cerca de 8 mil pessoas, em três diferentes protestos, foram às ruas de Berlim neste sábado (07/05) em manifestações contra um ato da extrema direita, realizado no mesmo dia para atacar a política migratória da chanceler federal Angela Merkel.

A marcha da direita teve adesão de 2 mil pessoas, menos da metade do que os organizadores esperavam. Sob o bordão “Merkel deve ir”, manifestantes juntaram-se do lado de fora da estação central de trem de Berlim com bandeiras da Alemanha.

Eles levavam pôsteres com dizeres como “Muçulmanos não são bem-vindos” e "Wir sind das Volk" (“Nós somos o povo“) – um slogan cunhado pelos manifestantes que encerraram o período comunista na Alemanha Oriental e adotado no ano passado pelo movimento anti-islâmico Pegida (sigla em alemão para "Patriotas europeus contra a islamização do Ocidente").

Um porta-voz da polícia disse que houve tumulto quando vários manifestantes de esquerda tentaram pular as barreiras que separavam os dois grupos, e jogaram garrafas contra a polícia.

Policiais utilizaram gás lacrimogêneo e fizeram diversas prisões, disse o porta-voz, acrescentando que a situação havia sido rapidamente controlada.

Apesar de os conservadores terem convocado as famílias alemãs a se unirem ao protesto, a maioria dos participantes fazia parte de grupos de jovens adultos, principalmente homens, muitos deles com a cabeça raspada e usando roupas negras.

A chegada de mais de 1 milhão de refugiados no ano passado à Alemanha polarizou a população do país e deu fôlego ao discurso da extrema-direita.

RPR/dpa/rtr/ots

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