Metade dos internautas alemães já foi vítima de crimes na rede | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 09.10.2009
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Alemanha

Metade dos internautas alemães já foi vítima de crimes na rede

Maioria dos casos envolve vírus e outros programas nocivos ao computador, mas há também cada vez mais casos de roubo de senhas bancárias e de acesso a lojas virtuais.

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Metade dos internautas na Alemanha já foi vítima de algum tipo de criminalidade na rede, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (08/10) em Berlim. A maioria dos casos está relacionada a vírus ou outros programas nocivos ao computador, mas também os casos de roubo de senhas bancárias aumentaram.

Entre os internautas consultados, 5% tiveram roubadas as senhas de acesso a lojas virtuais, redes sociais ou bancos; e 3% tiveram prejuízos financeiros causados por roubo de informações ou vírus.

A pesquisa foi encomendada pela associação das empresas de tecnologia da informação da Alemanha, a Bitkom, e realizada pelo Instituto Forsa, que ouviu mil pessoas em todo o país.

O presidente do Departamento Federal de Investigações (BKA, da sigla em alemão), Jörg Ziercke, advertiu que os criminosos da internet estão se tornando cada vez mais profissionais. Não há segurança absoluta na rede, nem mesmo nas transações bancárias online, afirmou.

Segundo a Bitkom, 24 milhões de pessoas na Alemanha resolvem suas transações bancárias pela internet, o que corresponde a 38% da população entre 16 e 74 anos de idade. Segundo o Atlas (N)Onliner 2009, 70% dos alemães têm acesso à internet, o que corresponde a 43,6 milhões de pessoas com mais de 14 anos.

Conselhos da Bitkom

O número de crimes praticados na internet aumentou para 38 mil em 2008, o que corresponde a um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, informaram o BKA e a Bitkom.

Quase metade dos crimes praticados na rede são fraudes. O número de delitos envolvendo online banking havia diminuído no ano passado, mas em 2009 voltou a aumentar.

Com base nos dados reunidos até agora, Dieter Kempf, membro da diretoria da Bitkom, acredita que até o fim do ano deva chegar a 2.900 o número de queixas por pishing , ou seja, o roubo de dados como senhas bancárias ou número de cartão de crédito. Isso corresponde a um aumento de 50% em relação a 2008.

A forma mais comum de pishing é aquela em que o criminoso envia e-mails falsos aos internautas pedindo para estes clicarem num link para confirmar cadastro e senha em bancos. Esses links conduzem a páginas também falsas, que igualmente copiam a aparência do site original dos bancos.

O prejuízo médio através de crimes de online banking no primeiro semestre do ano foi de 4.800 euros, segundo o BKA. "Mas conheço um caso de 70 mil euros", disse Ziercke.

O BKA e a Bitkom apelam aos usuários para que atualizem constantemente seus antivírus. Além disso, recomendam que não sejam usadas senhas muito simples, que contenham o nome do cônjuge ou sequências de números como "12345". Sugerem ainda que as senhas sejam alteradas regularmente.

Redes internacionais de criminosos

A perseguição judicial dos criminosos da internet é difícil, segundo Ziercke, pois as redes criminosas são organizadas em nível internacional e muitas vezes os processos na Justiça são mais demorados do que a passagem dos delinquentes por um país.

Os especialistas acreditam que muitas vítimas não denunciam os casos à polícia e, portanto, muitos crimes não aparecem nas estatísticas.

Ainda segundo a Bitkom, por questões de segurança, cerca de 30% dos internautas alemães com mais de 14 anos (16 milhões de pessoas) não usam o online banking . Quarenta por cento preferem enviar documentos importantes por e-mail em vez de pelo correio.

RW/dpa/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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