Merkel recupera popularidade, aponta pesquisa | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 07.10.2016
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Alemanha

Merkel recupera popularidade, aponta pesquisa

Índice de aprovação da chanceler federal alemã sobe nove pontos percentuais em relação a setembro, após meses em queda. Sondagem revela que maioria dos alemães não acredita em solução europeia para crise de refugiados.

Apesar de enfrentar críticas por sua política de refugiados e de meses de baixas taxas de aprovação, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, parece estar recuperando sua popularidade, aponta a última pesquisa Deutschlandtrend (tendência na Alemanha).

Realizada pelo instituto de pesquisas Infratest Dimap, a sondagem indica que 54% dos entrevistados estão muito satisfeitos ou satisfeitos com o desempenho de Merkel, colocando-a em terceiro lugar entre os políticos mais populares da Alemanha.

O índice é nove pontos percentuais mais alto do que o verificado pela mesma pesquisa no mês passado – de 45%, o menor nível registrado desde 2011 – e contradiz outras enquetes recentes. Em agostoo, a taxa verificada na Deutschlandtrend havia sido de 47%, e em julho, de 59%.

À frente do ranking como político mais popular do país está o ministro do Exterior, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, com 75% de eleitores dizendo estar muito satisfeitos ou satisfeitos com o desempenho dele. O ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, correligionário de Merkel na União Democrata Cristã (CDU), ficou em segundo lugar, com 63% de aprovação.

O governador da Baviera, o conservador Horst Seehofer, da União Social Cristã (CSU) – partido-irmão da CDU, que existe apenas na Baviera – caiu sete pontos percentuais nas sondagens, com 37% dos entrevistados dizendo estar muito satisfeitos ou satisfeitos com o trabalho do político. Seehofer é partidário de uma política de refugiados mais dura, tendo repetidamente criticado Merkel a esse respeito, pedindo um limite à entrada de migrantes.

Governador da Baviera, Horst Seehofer

Governador da Baviera, Horst Seehofer, apresenta queda de popularidade, segundo pesquisa

Sem solução europeia para crise de refugiados

Tendo como pano de fundo o referendo na Hungria contra as cotas de refugiados definidas pela União Europeia (UE) – em que 98% rejeitaram uma distribuição de migrantess entre os países do bloco –, os entrevistados responderam perguntas sobre se deve ou não haver uma solução a nível europeu ou se Estados devem decidir suas próprias cotas.

De acordo com a Deutschlandtrend, quase dois terços dos alemães não acreditam que uma solução europeia para a crise de refugiados seja realista.

Em relação à integração dos refugiados, 98% dos entrevistados na Alemanha acreditam que cursos de alemão devem ser prioridade na integração dos refugiados, seguidos por medidas como integrar crianças refugiadas em escolas e ensinar valores alemães.

Medo da violência de extrema direita

A Alemanha tem enfrentado recentemente um aumento da violência de extrema direita, incluindo duas explosões de bombas no mês passado em Dresden, uma do lado de fora de uma mesquita e outra no terraço do centro de convenções International Congress Center. Ninguém ficou ferido, mas a polícia suspeita de motivação xenófoba.

A pesquisa Deutschlandtrend apontou que 84% dos alemães acreditam que a ameaça de violência de extrema direita representa um grande perigo. Comparativamente, apenas 68% dos entrevistados considera que a ameaça de ataques islâmicos é grave.

A pesquisa foi realizada com 1.003 eleitores em 4 e 5 de outubro.

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