Merkel prefere nova eleição a governo de minoria | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 20.11.2017
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Alemanha

Merkel prefere nova eleição a governo de minoria

Chanceler alemã se declara cética sobre chances de um governo de minoria e lamenta fracasso das negociações com liberais e verdes. Em caso de novo pleito, ela diz que se candidataria mais uma vez.

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Merkel deixa a residência presidencial após encontro com o presidente

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, lamentou nesta segunda-feira (20/11) o fim das negociações para a formação de um governo com os liberais e verdes e se declarou cética em relação a um governo de minoria.

Segundo a chanceler em exercício, se novas negociações também se mostrarem infrutíferas, a melhor opção é uma nova eleição, e ela se declarou disposta a voltar a concorrer e "assumir responsabilidade".

Merkel afirmou à emissora ARD que a chamada "coalizão Jamaica" (em alusão às cores dos partidos participantes) teria sido possível. "É obviamente lamentável que se tenha chegado a essa situação", disse Merkel. "Ainda assim há estabilidade no nosso país", ressalvou.

Em outra entrevista, à emissora ZDF, ela afirmou que não pensou em renunciar após o fracasso das negociações e disse que, na sua opinião, não fez nada de errado. "Fiz o que era possível, e como já disse, nós realmente avançamos."

As opções para formação de governo na Alemanha

No início da madrugada desta segunda-feira, o presidente do Partido Liberal Democrático (FDP), Christian Lindner, anunciou que deixava a mesa de negociações e disse haver diferenças irreconciliáveis entre as quatro partes negociantes. "É melhor não governar do que governar de forma errada", declarou.

Merkel afirmou que já havia sinais de uma possível desistência no início da manhã de domingo. "Na minha opinião, estávamos mesmo no caminho e poderíamos ter alcançado muito, realmente muito, para as eleitoras e os eleitores", disse à ARD.

A presidente do partido conservador União Democrata Cristã (CDU) afirmou que já se havia chegado a alguns consensos, incluindo o fim do chamado "imposto de solidariedade", um tema central para o FDP. Ela declarou que também houve avanços na questão do acolhimento de refugiados.

Merkel elogiou o Partido Verde e disse que seus líderes foram ao encontro dos conservadores em muitas questões. Segundo ela, também a CDU e a União Social Cristã (CSU) cederam em várias questões centrais. "Em essência, teria sido possível". À ZDF, deixou transparecer que aceitaria negociar também com os social-democratas, que rejeitam participar do governo.

Ela reiterou que cabe agora ao presidente Frank-Walter Steinmeier decidir os próximos passos e que a sua conversa com ele, no início da tarde desta segunda-feira, foi positiva. Para ela, a melhor opção é uma nova eleição legislativa. A chanceler afirmou que nunca pensou em liderar um governo de minoria e que é necessário avaliar bem essa opção antes de adotá-la. "Sou muito cética quanto a isso."

"E assim o caminho até a formação de um governo é mais difícil do que todos esperávamos, mas ele possibilita uma fase estável, na qual também podemos definir um novo curso – qual é uma decisão do presidente", disse Merkel à ARD.

AS/ard/zdf

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