Mercosul condena eleições em Honduras | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 08.12.2009
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América Latina

Mercosul condena eleições em Honduras

Na cúpula do Mercosul, presidentes do bloco rejeitam eleições em Honduras e propõem um novo impulso nas negociações comerciais com a União Europeia.

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Bloco sul-americano quer retomar conversas com UE

O Mercosul, juntamente com a Venezuela, condenou nesta terça-feira (8/12) o processo eleitoral de Honduras, qualificando-o de "ilegal", e propôs relançar as negociações paralisadas em busca de um acordo comercial com a União Europeia (UE).

No encerramento da cúpula, os presidentes do Mercosul e o líder venezuelano, Hugo Chávez, apresentaram um comunicado conjunto expressando "total e pleno desconhecimento do processo eleitoral desenvolvido em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade".

Divergências

Em um debate do qual participaram os presidentes do bloco – Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, além da Venezuela, país que aspira se associar ao grupo –, os chefes de governo mostraram divergências acentuadas com o vice-presidente da Colômbia e uma representante do México, presentes na cúpula, sobre como ajudar Honduras a superar sua crise institucional.

O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, disse que não se pode deixar o povo hondurenho isolado, mas Chávez reiterou que não reconhecerá o novo governo do país centro-americano. "Não podemos reconhecer esse governo", disse. "Lá existe um povo em resistência, estou certo de que esse povo vai seguir resistindo", acrescentou Chávez, que reafirmou seu desejo de que a Venezuela se integre ao Mercosul.

Retomar conversas

No terreno comercial, o bloco quer retomar as conversações com a UE para um acordo econômico. As negociações foram iniciadas há mais de dez anos, mas naufragaram devido a divergências sobre os setores agrícola e industrial.

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Subsídios agrícolas na UE são empecilho a acordo

"Estamos comprometidos, todos os presidentes do Mercosul, a avançar decididamente nesse projeto de intercâmbio de relacionamento com a UE, que está lamentavelmente estancado", disse. "Mas felizmente o podemos relançar e o faremos muito rapidamente", salientou o chefe de Estado do Uruguai, Tabaré Vázquez.

O Mercosul está jogando todas as cartas na Espanha, que assume a presidência rotativa da União Europeia em janeiro próximo. "Há esperança e confiança", afirmou o presidente uruguaio.

Encerrar capítulos

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que assumiu a presidência rotativa do Mercosul das mãos de Vázquez, ressaltou que já está tratando do assunto com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero. "Temos o costume de começar onde nós (Mercosul e UE) discordamos. Temos que superar esses pontos e encerrar os capítulos em que somos da mesma opinião", afirmou. Segundo ela, só assim será possível chegar ao capítulo do comércio, onde as diferenças são maiores.

Ambos os blocos negociam desde a assinatura de um tratado de associação, em 1995, sobre a ampliação das relações econômicas. Enquanto os Estados do Mercosul insistem na redução dos subsídios para produtos agrícolas europeus, a UE quer um melhor acesso para produtos industrializados no mercado sul-americano. Ambos os blocos querem conseguir avanços até a realização da cúpula Mercosul-UE, agendada para maio de 2010 em Madri.

MD/rtrl/dpa

Revisão: Roselaine Wandscheer

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