Medidas de segurança mudam rotina de grandes cidades alemãs | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 22.11.2010
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Alemanha

Medidas de segurança mudam rotina de grandes cidades alemãs

Desde que o governo em Berlim anunciou ameaça de atentado terrorista, alemães convivem com policiais fortemente armados em locais públicos. Governo também acirrou medidas de segurança no prédio do Parlamento.

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Policiais patrulham estação ferroviária em Colônia

Nas ruas das principais cidades alemãs, nas estações ferroviárias e nos aeroportos do país, os transeuntes começam a se acostumar com a presença de policiais fortemente armados. Com metralhadoras em punho, os agentes também podem ser vistos circulando pelo corredores de trens que chegam à Alemanha a partir da Bélgica e da Holanda, para espanto dos passageiros.

Desde que o Ministério alemão do Interior anunciou o risco de um atentado, na última quarta-feira, os alemães estão em estado de alerta. No entanto, nesta segunda-feira (22/11), o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, condenou as especulações que circulam na imprensa alemã sobre locais e datas de um possível ataque terrorista.

"As especulações têm, por si só, um efeito psicológico, elas ficam fora de controle. E também servem para espalhar o medo", disse o ministro à emissora de televisão ARD.

Numa das versões correntes, poderiam ser alvos de atentados o Reichstag, prédio do Parlamento alemão, ou feirinhas de Natal. Segundo uma reportagem da revista alemã Der Spiegel , o FBI norte-americano teria a informação de que dois terroristas teriam recebido nos Emirados Árabes, nesta segunda-feira, nova documentação de viagem, e que estariam a caminho da Alemanha – eles já teriam autorização para trafegar pela Zona de Schengen.

Segurança no Parlamento

O Reichstag, em Berlim, passou a operar nesta segunda-feira sob um reforço de segurança da polícia alemã. As visitas à cúpula de vidro e ao terraço do edifício onde está localizado o Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, estão proibidas. O local é visitado, normalmente, por milhares de turistas do mundo todo.

Segundo as novas normas, a cúpula só poderá ser visitada mediante inscrição prévia. A segurança em torno do prédio também vai aumentar, mas os debates no Parlamento devem seguir conforme o planejamento.

Papel da polícia

De Maizière ressaltou a atuação da polícia diante da ameaça de ataque terrorista. Segundo ele, é mérito da corporação a sensação de segurança entre os alemães.

Os agentes, que lidam com a possibilidade de atentado a cada momento, trabalham motivados, são prudentes e bem treinados, disse o ministro em Berlim.

No entanto, o sindicato da categoria afirma que a polícia alemã não está suficientemente preparada para lidar com essa situação. As autoridades teriam recebido pouco treinamento para atuar no caso de atentado terrorista, disse o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Alemães (GdP), Bernhard Witthaut.

O representante da diretoria do sindicato salientou que a força policial foi preparada para lidar com tiroteios em escolas, mas que o treinamento ainda é deficiente frente a um alerta de ataque terrorista.

Muçulmanos na Alemanha

No estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, as autoridades acirraram as atenções sobre centros islâmicos regionais. Entre eles, estão grupos no Vale do Ruhr, na região de Colônia-Bonn, Aachen e Wuppertal, informou uma porta-voz da secretaria do Interior em Düsseldorf.

Em março último, o Tribunal Superior Regional de Düsseldorf condenou a penas de até 12 anos de prisão quatro réus acusados de planejar atentados terroristas na Alemanha. Os três alemães e um turco-alemão eram membros do chamado Grupo de Sauerland, nome que se refere à região onde foram presos. Eles planejaram atentados com carros-bomba contra três discotecas frequentadas por soldados norte-americanos e contra um aeroporto na Alemanha.

Diante de um possível atentado terrorista orquestrado por um grupo radical islâmico, o ministro alemão do Interior pede que o assunto não seja conduzido de maneira equivocada e que, portanto, os muçulmanos que vivem na Alemanha não devem ser tratados como suspeitos de forma generalizada.

NP/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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