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Master pagou R$ 80 milhões a escritório de esposa de Moraes

8 de abril de 2026

Dados foram enviados pela Receita à CPI do Crime Organizado. Empresa prestou serviços por quase dois anos para a instituição financeira, até a sua liquidação.

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A advogada Viviane Barci de Moraes, esposta do ministro Alexandre de Moraes
Escritório de Viviane Barci de Moraes foi contratado pelo Banco Master para serviços entre 2024 e 2025Foto: Ton Molina/Fotoarena/IMAGO

O Banco Master pagou R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), entre 2024 e 2025. É o que indicam dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado e citados pela imprensa brasileira.

O valor total teria sido pago em 24 prestações mensais de R$ 3,6 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, apontou o portal de notícias G1. Por sua vez, o jornal Folha de São Paulo cita um pagamento total de R$ 40,11 milhões em 2024.

Os pagamentos correspondiam à contratação de serviços de advocacia do Barci de Moraes Sociedade de Advogados pelo Master, revelada em dezembro pelo jornal O Globo

Em março, a empresa confirmou ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica, relatando ter contratado outros três escritórios especializados, que estiveram sob sua contratação. 

Não houve atendimento para causas no âmbito do STF, ressaltou o escritório, citando um total de 94 reuniões entre o Master e a equipe jurídica. O contrato teria sido encerrado após novembro de 2025.

Inicialmente, estavam previstos por contrato 36 pagamentos, ao invés de 24, mas eles foram interrompidos quando o Master foi liquidado.

Quando teve sua operação encerrada pelo Banco Central (BC), o Master, com R$ 80 bilhões em ativos, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa. O valor é drasticamente inferior ao necessário para a liquidez de um conglomerado de médio porte. 

A baixa liquidez, ou seja, a incapacidade de pagar seus credores, foi a justificativa dada pelo BC para determinar a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro, preso em março

A CPI do Crime Organizado deverá ser encerrada na semana que vem, por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob oposição do relator, o senador Alessandro Vieira. 

ht (ots)