Marin concorda com extradição para os EUA | Leia as principais notícias sobre o futebol internacional | DW | 28.10.2015
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Futebol

Marin concorda com extradição para os EUA

Justiça suíça diz que ex-presidente da CBF será levado em até dez dias aos Estados Unidos, onde responderá processo por corrupção. Ele é acusado de receber milhões de dólares em propinas.

O ex-presidente da CBF José Maria Marin aceitou ser extraditado para os Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (28/10) o Ministério da Justiça da Suíça, onde o brasileiro está detido desde maio deste ano.

Segundo as autoridades, Marin, que presidiu o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, concordou com uma audiência judicial solicitada pelos EUA. Ele ficará sob a custódia de uma escolta policial americana e será levado para os EUA em até dez dias, disse o ministério em comunicado.

Marin havia se oposto à extradição até esta terça-feira. A data da extradição não será informada por motivos de segurança, disse o ministério.

O brasileiro de 83 anos foi preso em 27 de maio num hotel de luxo em Zurique, com outros seis cartolas da Fifa, dois dias antes da eleição presidencial da entidade máxima do futebol. A prisão dos dirigentes foi executada a pedido da Justiça dos EUA, que pretende julgá-los.

Nos Estados Unidos, Marin responderá processo por corrupção. Se condenado, pode pegar até 20 anos de cadeia.

Marin é acusado de "aceitar propinas de milhões de dólares de empresas de marketing esportivo" no contexto de quatro torneios da Copa América e das edições da Copa do Brasil de 2013 a 2022. Segundo o ministério suíço, o ex-dirigente teria "compartilhado as propinas com outras autoridades do futebol".

O único que já havia aceitado a extradição foi o antigo vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb. Os outros cinco cartolas da entidade estão apelando contra a extradição, disse o Ministério da Justiça da Suíça.

Marin foi apontado para a presidência do Comitê Organizador da Copa de 2014 após a renúncia de Ricardo Teixeira, envolvido em outro escândalo de corrupção da Fifa. Ao ser preso, Marin trabalhava para a organização do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

LPF/efe/ap/rtr

Leia mais