Mais de 200 cidades europeias se unem pelo clima | Notícias internacionais e análises | DW | 07.05.2019
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União Europeia

Mais de 200 cidades europeias se unem pelo clima

Prefeitos de cidades europeias, incluindo Londres, Amsterdã e Paris, exortam países-membros da UE a implementar estratégia para que balanço das emissões de CO2 seja zero até 2050.

Marcha de estudantes pelo clima: jovens se reúnem às sextas em cidades europeias para protestar

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Em carta aberta, 210 prefeitos pediram aos chefes de governo e de Estado da União Europeia (UE), nesta terça-feira (07/05), que elaborem e coloquem em prática uma estratégia climática de longo prazo durante a reunião de cúpula desta quinta-feira em Sibiu, na Romênia.

A carta foi assinada pelos prefeitos de Paris, Londres, Estocolmo, Amsterdã, Oslo, Milão, Atenas e Stuttgart, entre outras cidades da Europa.

Segundo eles, a meta final dessa estratégia deve ser uma atividade econômica que, a partir de 2050, alcance a neutralidade climática, ou o balanço zerado de emissões de CO2. Os prefeitos apoiam, assim, uma proposta feita pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu, que eles chamaram de a única realizável em prol do futuro da Europa e do mundo.

"A Europa deve se tornar uma líder mundial na questão climática. As gerações futuras não vão nos perdoar se nós não agirmos enquanto ainda tivermos tempos", afirmou a prefeita da Paris, Anne Hidalgo.

A meta atual da União Europeia é reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até o ano de 2030, na comparação com 1990. Em 2020, a UE pretende definir sua estratégia climática até meados do atual século, dentro do que está previsto no Acordo de Paris.

Nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que vai colocar o tema na agenda de Sibiu.

Centenas de ONGs europeias também convocaram os líderes a agirem contra as mudanças climáticas. "Lançamos um sinal de alerta em prol do clima para todos os atuais e futuros políticos europeus", disse o diretor do Climate Action Network (CAN) Europe, Wendel Trio. Ele disse que é hora de os políticos agirem.

As ONGs exigem que a luta contra as mudanças climáticas seja uma prioridade na cúpula de Sibiu, assim como nos debates que antecedem as eleições europeias. A meta deve ser a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2030. Além disso, eles defendem o fim dos combustíveis fósseis, mais apoio aos países em desenvolvimento para se adaptarem às mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade e mais esforços em prol da economia circular, na qual os dejetos são reaproveitados como matéria-prima.

O presidente da Comissão das Conferências Episcopais da EU (Comece), o arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, também apoia a iniciativa. "Peço ao futuro Parlamento Europeu, à Comissão Europeia e os países-membros que adotem medidas urgentes contra as mudanças climáticas", afirmou.

Ele disse ser importante que a transição para uma sociedade de emissões zero seja justa. Para que as pessoas mais pobres também sejam beneficiadas, é necessária a adoção de medidas sociais e de respeito aos direitos humanos.

AS/afp/kna

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