Maior diamante bruto do mundo não encontra comprador | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 29.06.2016
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Mundo

Maior diamante bruto do mundo não encontra comprador

Pedra Lesedi La Rona, de 1.109 quilates e estimada em 70 milhões de dólares, não alcança preço mínimo em leilão em Londres. Joalheria aponta instabilidade do mercado com o Brexit como possível causa.

O maior diamante bruto do mundo, o Lesedi La Rona, foi a leilão nesta quarta-feira (29/06) em Londres, mas terminou sem comprador, já que os lances não atingiram o preço mínimo. A pedra de 1.109 quilates era estimada em 70 milhões de dólares, mas o lance mais alto foi de 61 milhões.

O resultado é decepcionante para um diamante que chegou a ser descrito como "a descoberta de uma vida" por David Bennett, diretor da divisão de joias da empresa Sotheby's, que ficou a cargo do leilão.

"Todos os aspectos desse leilão são sem precedentes. Ele não é apenas superlativo em tamanho e qualidade, mas nada dessa escala foi a leilão antes", afirmou Bennett antes da tentativa de venda.

Citado pela agência Reuters, o analista Edward Sterck, do Banco de Montreal, afirma que "o resultado é frustrante, e potencialmente tem a ver com o método de venda escolhido". Diamantes raros são geralmente negociados com pequenas grupos do ramo, e não em leilões públicos, diz ele.

Já Tobias Kormind, da joalheria 77 Diamonds, acredita que o mercado de pedras preciosas "pode ter atingido um ponto crítico, e a demanda por grandes diamantes estaria saturada". Outra causa, segundo o especialista, poderia ser "a instabilidade do mercado com o Brexit".

O Lesedi La Rona, que tem quase o tamanho de uma bola de tênis, foi encontrado pela companhia canadense Lucara em Botsuana, na África, em novembro. É o maior diamante bruto escavado em mais de 100 anos, medindo 6,64 x 5,5 x 4,2 centímetros.

Em tamanho, a pedra perde apenas para o diamante conhecido como Cullinan Diamond, de 3.106 quilates, encontrado na África do Sul em 1905 e presenteado ao rei Eduardo 7º. A joia, porém, foi cortada em nove pedaços, e muitos ainda estão sob poder da Coroa Britânica.

EK/afp/ap/rtr

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