Maduro anuncia que Rússia vai investir US$ 6 bilhões na Venezuela | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.12.2018
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Mundo

Maduro anuncia que Rússia vai investir US$ 6 bilhões na Venezuela

Ao fim de visita a Moscou em busca de ajuda financeira, presidente venezuelano anuncia assinatura de contratos nos setores petrolíferos e auríferos de seu país, assolado por uma grave crise econômica.

Em viagem à Rússia, Maduro se encontrou com Putin

Em viagem à Rússia, Maduro se encontrou com Putin

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (06/12) que a Rússia pretende investir mais de 6 bilhões de dólares na Venezuela em projetos nos setores petrolíferos e auríferos.

"Temos garantias de um investimento superior a 5 bilhões de dólares no setor petrolífero e contratos de mineração de ouro no valor de mais de 1 bilhão de dólares", disse Maduro à emissora de televisão estatal venezuelana.

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Segundo Maduro, o investimento russo numa das maiores reservas de petróleo do mundo será baseado em joint ventures com empresas venezuelanas e seu objetivo será aumentar a produção para quase 1 milhão de barris por dia.

Os contratos de investimentos foram assinados durante uma visita de Maduro a Moscou. O presidente venezuelano viajou à Rússia em busca de apoio após ter se isolado cada vez mais no cenário internacional. Os Estados Unidos e União Europeia (UE) aplicaram sanções ao governo de Maduro, acusado de minar instituições democráticas para se manter no poder enquanto seu país enfrenta uma grave crise econômica e política.

"Estamos bem. Encerramos uma visita extraordinária", disse Maduro, num vídeo postado na sua conta do Twitter.

Maduro, que se reuniu na quarta-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também anunciou a assinatura de um contrato para garantir o fornecimento de 600 mil toneladas de trigo "para o pão para o povo venezuelano". Segundo o presidente, foram fechados ainda acordos militares.

A Rússia e a Venezuela mantêm laços de longa data. O antecessor de Maduro, Hugo Chávez, era um convidado bem-vindo no Kremlin.

A maior petrolífera russa, a Rosneft, investiu fortemente no país sul-americano, cuja produção de petróleo vem caindo a cada mês. Mesmo com a produção em queda, a Venezuela precisa continuar fornecendo para Rússia, China e Cuba para cobrir dívidas e agradar aos aliados políticos. Ao mesmo tempo, o país também vende petróleo para os EUA para obter dólares.

Recentemente, o CEO da Rosneft, Igor Sechin, visitou Caracas e pressionou o governo de Maduro a continuar se atendo a seus compromissos com a Rússia.

Críticos culpam duas décadas de governos socialistas, corrupção e má gestão pela destruição da antes próspera indústria petrolífera da Venezuela, sob comando da estatal PDVSA.

Com uma economia dependente do petróleo, o país sofreu com a queda global do preço da commodity. A grave crise econômica que afeta a Venezuela, marcada por hiperinflação e escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, provocou um êxodo de centenas de milhares de venezuelanos. A ONU estima que 3 milhões deixaram o país desde 2015.

CN/efe/afp

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