Macron diz que G7 precisa discutir incêndios na Amazônia | Notícias internacionais e análises | DW | 22.08.2019
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Mundo

Macron diz que G7 precisa discutir incêndios na Amazônia

Presidente da França classifica queimadas de crise internacional e pede que tema entre na agenda da cúpula do G7. Em resposta, Bolsonaro diz que Macron evoca mentalidade colonialista.

Emmanuel Macron

No Twitter, Macron postou foto do incêndio na Amazônia e a hashtag #ActForTheAmazon

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (22/08) que os incêndios na Amazônia devem fazer parte da agenda da cúpula do G7, que ocorre no fim de semana em Biarritz, no sudoeste francês.

"Nossa casa está queimando, literalmente. A Amazônia – o pulmão do planeta que produz 20% do nosso oxigênio – arde em chamas. Essa é uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir em primeira ordem essa emergência", escreveu Macron em sua conta no Twitter.

Junto com a mensagem, o presidente publicou uma foto para ilustrar o incêndio na Amazônia, que segundo a Folha de S.Paulo é antiga, e a hashtag #ActForTheAmazon (Agir pela Amazônia).

Macron recebe no sábado os líderes dos países do G7 – Alemanha, França, Itália, Canadá, Estados Unidos, Japão e Reino Unido – em Biarritz para seu encontro anual. Entre os temas da cúpula estavam o retorno da Rússia ao grupo e a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Diante do avanço das queimadas na Amazônia, o anfitrião fez um apelo ao grupo para que o tema também seja tratado no encontro.

Em resposta a Macron, Bolsonaro acusou seu homólogo francês de "instrumentalizar uma questão interna" do Brasil para "ganhos políticos" e criticou o suposto sensacionalismo feito sobre a situação.

"O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até para fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema", escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter. O presidente disse ainda que o Brasil está aberto ao diálogo que seja baseado no respeito e em dados.

"A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21", acrescentou.

As chamas destroem parte da floresta no Brasil e na Bolívia há duas semanas. Nos últimos dias, a fumaça dos incêndios florestais chegou até o Peru e a cidade de São Paulo.

Ainda não há dados oficiais sobre a dimensão do estrago causado pelos incêndios. Estima-se, porém, que milhares de hectares estejam sendo consumidos pelo fogo nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os focos de fogo em todo o país neste ano superam em 83% a quantidade registrada no mesmo período em 2018.

O presidente Jair Bolsonaro culpou a seca pela tragédia e, sem qualquer prova, chegou a acusar ONGs ambientalistas de estarem por trás das queimadas para supostamente prejudicar seu governo.

O descaso do governo brasileiro com o meio ambiente tem sido alvo de críticas da comunidade internacional. As imagens dos incêndios que já atingiram vários estados brasileiros, no entanto, dispararam um alerta mundial nesta semana e repercutiram em massa nas redes sociais, com intensa pressão para que as autoridades trabalhem para solucionar o problema.

Como parte dessa mobilização, circula nas redes a convocação para um protesto na sexta-feira, em frente a embaixadas do Brasil em vários países do mundo.

Nesta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que está profundamente preocupado com a situação. "Em meio à crise climática global, não podemos permitir mais danos à maior fonte de oxigênio e biodiversidade do planeta. A Amazônia precisa ser protegida", disse.

CN/afp/efe

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