Macron anuncia lei para combater ″fake news″ em período eleitoral | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.01.2018
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Europa

Macron anuncia lei para combater "fake news" em período eleitoral

Presidente da França anuncia projeto de lei contra proliferação de notícias falsas em redes sociais. Ele próprio foi vítima de ataques durante a campanha presidencial de 2017.

Paris Rede Macron an Pressevertreter (Reuters/L. Marin)

Macron em discurso a jornalistas: "Se quisermos proteger as democracias liberais, devemos ter uma legislação sólida"

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a elaboração de um projeto de lei para combater a proliferação de notícias falsas – as chamadas fake news – nas redes sociais ao longo do período eleitoral. Macron afirmou que ele e sua equipe foram vítimas de notícias falsas e de um ataque de hackers durante a campanha presidencial de 2017.

Em um discurso de Ano Novo voltado aos profissionais da comunicação, ao qual foram convidados representantes da comunidade jornalística em Paris, nesta quarta-feira (03/01), Macron detalhou que apresentará nas próximas semanas um texto para que "os conteúdos na internet não tenham, durante o período eleitoral, as mesmas regras".

"Se quisermos proteger as democracias liberais, devemos ter uma legislação sólida. Em período de eleições, as regras aplicáveis ao conteúdo nas plataformas de internet não serão exatamente as mesmas", afirmou o presidente francês. "Vamos aumentar as obrigações de transparência sobre todos os conteúdos patrocinados, para que se torne pública a identidade dos anunciantes e daqueles que os controlam."

Assim será possível realizar uma denúncia urgente ao juizado de propagação de notícias falsas, que poderá ordenar a supressão do conteúdo, a eliminação da conta do usuário e até bloquear o site difusor dessas informações.

Além disso, Macron anunciou que dará poderes ao Conselho Superior de Audiovisual para intervir contra "qualquer tentativa de desestabilização por emissoras de televisão controladas ou influenciadas por Estados estrangeiros".

Macron foi vítima durante a campanha presidencial de uma enxurrada de informações falsas, como boatos de que seria homossexual e de que mantinha uma conta num paraíso fiscal. Desde que assumiu a presidência, em maio de 2017, Macron voltou sua atenção para a mídia russa, como a emissora RT e a agência de notícias Sputnik, que acusou difundir informações falsas a seu respeito. Ambos negam.

Pouco depois de assumir a presidência, Macron fez queixas ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre ambos os meios, afirmando que eles "não se comportaram como órgãos de imprensa, mas de propaganda mentirosa".

"Há uma fascinação nacionalista que retorna. Muitos países nas fronteiras da Europa e dentro da própria Europa se veem tentados pela democracia iliberal, e a imprensa é sempre a primeira vítima", frisou Macron.

PV/efe/dpa/rtr

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