Lufthansa reserva 300 milhões de dólares para indenizações | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 31.03.2015
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Lufthansa reserva 300 milhões de dólares para indenizações

Seguradora da companhia aérea, da qual a Germanwings é subsidiária, destina quase o dobro do valor habitual em acidentes aéreos para ressarcir famílias das vítimas e cobrir custos de processos judiciais.

Uma semana após a queda do voo 4U-9525, que causou a morte de 150 pessoas, a seguradora do Grupo Lufthansa, da qual a Germanwings é subsidiária, já reservou uma provisão de 300 milhões de dólares (279 milhões de euros) para o pagamento de indenizações aos familiares das vítimas, publicou nesta terça-feira (31/03) o jornal alemão Handelsblatt.

Segundo o diário especializado em economia, que citou fontes de seguradoras, o consórcio liderado pela Allianz chegou à decisão no fim da semana passada. O valor é quase o dobro da soma que geralmente é calculada para indenizações em acidentes aéreos.

Via de regra, calcula-se na aviação uma indenização de 1 milhão de dólares por vítima fatal. Soma-se a isso o custo da aeronave, que, segundo o Handelsblatt, estava assegurada em 6,5 milhões de dólares. O fato de o consórcio segurador ter posto de lado uma quantia muito superior sugere que eles contam com processos judiciais demorados e dispendiosos.

A Lufthansa confirmou a informação do Handelsblatt. Um porta-voz da companhia aérea afirmou que a soma inclui uma compensação financeira para as famílias das vítimas, além do valor de um Airbus A320, estimado atualmente em cerca de 94 milhões de dólares.

Na sexta-feira, a Lufthansa ofereceu 50 mil euros a cada família como compensação imediata e emergencial. De acordo com o diretor de operações da Germanwings, Oliver Wagner, este montante não será deduzido de qualquer acordo futuro de indenização.

Convenção prevê indenização de 143 mil euros

A responsabilidade das companhias aéreas em caso de acidente é regulada pela Convenção de Montreal de 1999, que prevê um máximo de 143 mil euros por vítima. Este limite, no entanto, pode ser ultrapassado.

Segundo o professor de Direito Aéreo da Universidade Técnica de Berlim, Elmar Giemulla, a Lufthansa deve lidar com pedidos de indenização "de até dois dígitos de milhões", isto é, da ordem de 10 a 30 milhões de euros no total. O valor, no entanto, pode diferir, porque os tribunais levam em conta fatores como a renda e a idade dos mortos no desastre e por quanto tempo teriam condições de sustentar financeiramente suas famílias.

Já a União Europeia (UE), prevê compensações de pelo menos 100 mil direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês), atualmente o equivalente a 42.300 euros. Direitos especiais de saque são um ativo de reserva internacional, criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1969, para complementar as reservas oficias existentes nos países-membros. A taxa atual é de 0,423 euro.

PV/afp/dpa

Leia mais