Liga Árabe exclui a Síria e ameaça regime com sanções | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.11.2011
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Mundo

Liga Árabe exclui a Síria e ameaça regime com sanções

Após ser afastada da Liga Árabe, Síria recebe dos ex-parceiros ameaça de sanções econômicas. Alemanha, França e Reino Unido também querem resolução contra Assad nas Nações Unidas.

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Assad reprime manifestações com violência

Diante da contínua violência contra civis, o governo da Síria enfrenta grande pressão internacional. Depois de ter sido suspenso da Liga Árabe nesta quarta-feira (16/11), o país presidido por Bashar al Assad pode sofrer novas sanções das Nações Unidas. Alemanha, Reino Unido e França trabalham numa resolução que condenaria o regime de Assad por violação dos direitos humanos.

"Nós esperamos mostrar a Assad o quão isolado ele está", comentou Peter Witting, embaixador alemão na ONU. O texto será enviado nesta quinta-feira ao órgão, e a Assembleia Geral poderá votar a resolução na próxima semana, com apoio de diversas nações árabes.

A ONU estima que, nos últimos nove meses, 3.500 pessoas tenham sido mortas na Síria nas ações de repressão contra os manifestantes que pedem mais democracia. A proibição da presença da mídia estrangeira no país árabe dificulta uma análise independente dos fatos.

Oposição árabe

Juntamente com a suspensão, a Liga Árabe deu um prazo de três dias para que o governo sírio cesse a violência em seu território. A organização também pediu que Assad autorizasse a entrada de observadores internacionais no país.

Segundo informações de diplomatas, a Liga Árabe também avalia a imposição de sanções econômicas contra o regime de Assad. O ministro do Exterior do Catar, xeque Hamad Bin al Thani, comentou que os esforços do grupo para uma solução diplomática estão chegando ao fim.

Nova força militar?

O crescente isolamento político do governo de Assad tem funcionado como incentivo aos desertores sírios. Chamado de "exército sírio livre", esse grupo de soldados se uniu para criar um conselho militar independente. O objetivo da iniciativa seria derrubar o governo para proteger a população civil.

Segundo os militares independentes, ataques de vingança e desordem devem ser evitados. Também está prevista a criação de um tribunal militar e de uma polícia militar para julgar membros do governo suspeitos de terem cometido crimes. O órgão deve continuar na ativa até que um novo governo democrático seja eleito.

No Conselho de Segurança

A resolução que condena as violações dos direitos humanos na Síria não envolve uma obrigação legal, mas refletiria a opinião dos 193 Estados-membros da ONU. No começo de outubro, Rússia e China vetaram uma sanção contra o país árabe no Conselho de Segurança – essa sim, teria efeitos legais.

Peter Witting disse que a resolução na Assembleia Geral não substitui "uma ação do Conselho". Segundo o diplomata alemão, "vê-se que ainda há uma necessidade de o Conselho de Segurança cumprir suas responsabilidades". "Nós esperamos que os Estados-membros do Conselho simplesmente não rejeitem as vozes fortes da região", acrescentou.

NP/rts/dpa/ap
Revisão: Roselaine Wandscheer

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