Líderes internacionais pedem que Mubarak apresse transição política | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.02.2011
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Mundo

Líderes internacionais pedem que Mubarak apresse transição política

Após Mubarak anunciar que não disputará a reeleição em setembro, líderes internacionais defendem que transição política seja feita sem demora no Egito.

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Hosni Mubarak anuncia que não tentará se reeleger

A comunidade internacional reagiu com rapidez ao anúncio do presidente egípcio, Hosni Mubarak, de que não concorrerá nas próximas eleições, marcadas para setembro. Acuado pelos protestos populares, o chefe do governo do Egito falou sobre seu futuro político na noite desta terça-feira (01/02), em discurso televisivo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, reagiu imediatamente. "O que eu indiquei esta noite para o presidente Mubarak é minha crença de que uma transição ordenada precisa ser significativa, precisa ser pacífica e precisa começar agora."

A mesma mensagem veio da França. O presidente Nicolas Sarkozy também pediu que o processo de transição seja iniciado "sem demora". O comunicado assinado pelo líder francês pede que "as autoridades egípcias façam tudo para que esse processo crucial ocorra sem violência".

Na Alemanha, o ministro do Exterior, Guido Westerwelle, recebeu bem o discurso do governante egípcio. "É bom que o presidente Mubarak queira deixar o caminho livre para um novo início político", comentou Westerwelle nesta quarta-feira (02/02). Decisivo, porém, é que as intenções sejam seguidas de ações concretas e negociações com todas as forças políticas, salientou o ministro.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quarta-feira (02/02) que a decisão de Mubarak de deixar o governo em setembro é insuficiente. "O povo espera uma decisão muito diferente de Mubarak", declarou Erdogan a jornalistas turcos durante visita ao Quirguistão. Ele defendeu que Mubarak deixe logo o poder.

O anúncio

Depois de uma semana de manifestações massivas, Mubarak decidiu se pronunciar. O líder rejeitou a demanda feita pelos milhares de egípcios, que pedem sua saída imediata do governo, mas disse que não irá se candidatar à reeleição em setembro próximo.

No poder há 30 anos, Mubarak disse que já considerava encerrar sua carreira presidencial. "Eu digo com toda honestidade, sem levar em consideração a situação atual, eu não estava planejando concorrer a um novo mandato."

O político de 82 anos disse que as demonstrações "passaram de uma civilizada expressão de liberdade de opinião a confrontos lastimáveis, movidos por certas forças políticas que procuram acirrar as coisas e colocar mais lenha na fogueira".

Mubarak disse ainda que vê como sua responsabilidade trazer segurança e estabilidade à nação para assegurar uma transição pacífica de poder e tentou demonstrar amor ao país. "Este país – eu vivi nele, eu fui à guerra por ele, e a historia irá me julgar. Esta é a nação que eu defendi e onde eu vou morrer."

Nas ruas

"Vá embora, vá embora", pediam os manifestantes na praça Tahrir enquanto Mubarak discursava. Essa também é a exigência feita por políticos da oposição, que exigem que o presidente renuncie até o fim da semana.

Nesta quarta-feira, o Exército do país pediu que os egípcios voltem à normalidade. Um porta-voz disse na televisão: "As forças Armadas estão contando com vocês. Vocês começaram a sair às ruas para expressar suas exigências e vocês têm a capacidade de voltar à vida normal."

O Exército já havia dito que não usaria violência contra os manifestantes. Estima-se que mais de 300 pessoas tenham morrido nos dias de protesto e mais de 3 mil pessoas tenham ficado feridas.

NP/dpa/afp/rts
Revisão: Alexandre Schossler

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