Kodak pede concordata e recebe empréstimo para se reorganizar | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 19.01.2012
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Economia

Kodak pede concordata e recebe empréstimo para se reorganizar

A centenária empresa é uma das pioneiras da fotografia digital, mas não soube se impor diante das concorrentes asiáticas. Agora quer ganhar tempo para se reposicionar.

A Eastman Kodak, pioneira no setor fotográfico, entrou nesta quinta-feira (19/01) com um pedido de proteção contra falência num tribunal de Nova York. Ao mesmo tempo, a centenária empresa divulgou ter obtido um empréstimo de 950 milhões de dólares, com vencimento em 18 meses, do Citigroup.

Com o empréstimo e a proteção contra falência, a Kodak espera ganhar tempo até encontrar compradores para cerca de 1.100 patentes digitais, um dos principais ativos de que dispõe, e reposicionar seus negócios, além de continuar pagando os salários de seus 17 mil funcionários.

"O conselho de diretores e toda a equipe administrativa acreditam de forma unânime que este é o passo necessário e a coisa certa a fazer para o futuro da Kodak", declarou o presidente da empresa, Antonio Perez, num comunicado na manhã desta quinta-feira.

Kodak Gebäude in Rochester

Sede da Kodak em Rochester nos Estados Unidos

A Kodak, empresa que inventou a câmera portátil e que tinha nos filmes um dos seus principais produtos, enfrentou dificuldades para se adequar à era digital, apesar de ter sido uma das pioneiras da nova tecnologia e deter algumas de suas patentes fundamentais. Nos anos 1980, a empresa tinha 145 mil empregados.

Nos últimos anos, a Kodak entrou com processos contra a violação de suas patentes por empresas como a Apple, a Samsung e a Fujifilm. Especialistas viram nessa atitude uma tentativa da Kodak de valorizar as patentes de que dispõe diante de potenciais compradores.

Preservando a memória

Fundada em 1880 pelo inventor do filme fotográfico, George Eastman, em Rochester, no estado de Nova York, a Kodak foi a pioneira na popularização da fotografia, que elevou ao status de fenômeno de massas.

A ideia era simples: desenvolver câmeras fáceis de operar, a preços populares, e lucrar com a venda de filmes e material fotográfico. A estratégia manteve a Kodak no topo por décadas e a tornou uma das empresas mais inovadoras dos Estados Unidos.

Kodak Chef Antonio M. Perez

O CEO da Kodak Antonio Perez

As primeiras fotos da lua e da conquista do espaço pelos americanos foram feitas com filmes Kodak. Assim como mais de 80 produções vencedoras do Oscar foram realizadas em películas produzidas pela empresa.

Apesar de ser uma das pioneiras em pesquisas de fotografia digital ainda nos anos 1970, a Kodak perdeu a liderança do mercado nos anos 1990 para os fabricantes asiáticos e não conseguiu ter no setor o impacto e a liderança que manteve por décadas.

Futuro da Kodak

Ex-diretor da Hewlett Packard, Antonio Perez está a seis anos no comando da Kodak e tenta reforçar as finanças do grupo com a venda de parte do seu enorme portfólio de patentes e com o desenvolvimento de uma linha de impressoras. Mas ele não conseguiu tirar a empresa do vermelho. Desde 2007 ela não dá lucro.

O atual plano de reestruturação da empresa conta com um auxilio de crédito total de 950 milhões de dólares do Citigroup. Com isso, a Kodak espera estar numa posição mais competitiva no mercado em algum ponto de 2013.

MAS/dpa/lusa/afp/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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